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Amanda Quick - Malícia





Imogen é uma dama. Mas, nada convencional para os padrões da Londres do século passado. Atrevida, inteligente e passional em tudo o que faz, ela ignora as sutis, porém rígidas, normas que regem o comportamento de uma mocinha de sociedade, e segue a sua própria lógica, convicta de que os direitos entre homens e mulheres são iguais. Nesse contexto, para ela não havia ousadia em pedir ao conde de Colchester — expert em arqueologia e com reputação altamente comprometedora — que a ajude a resolver um intrigante mistério.
O plano de Imogen seria perfeito, se o conde não tivesse despertado nela desconhecidas e incontroláveis emoções. Para tornar tudo ainda mais complicado, o que havia começado quase como um jogo de detetive, se transforma numa intrincada história de crime e paixão, repleta de perigos que a independente jovem sequer imaginava que existiam. "Arguto, cativante, escrito de forma inteligente e engraçada... O século XIX nunca foi descrito com tanto humor."


O crítico da revista People não poupou adjetivos ao definir Malícia, de Amanda Quick. Mais de um milhão de leitoras espalhadas em diversos países parecem lhe dar razão. Elas atestam a enorme identificação que a escritora americana, autora de inúmeros títulos no gênero, consegue com o público feminino. Uma identificação que ultrapassa fronteiras geográficas e culturais. Sempre ambientados na Inglaterra, os livros de Amanda Quick são cheios de símbolos e metáforas que transportam a leitora para o cenário romântico que a autora sabe criar com perfeição. Afinal, que mulher não acalenta a fantasia de um amor arrebatador, ao lado de um herói que sabe conciliar coragem, honra e determinação com gentileza e compaixão?


Malícia se passa na época vitoriana, período ideal para o desenrolar do amor entre Imogen e Colchester, e também para os lances misteriosos da trama. O leitor é inserido nos costumes e apresentado às regras que comandam a vida em sociedade, que fazem o cotidiano de nobres e plebeus. Uma história, sem dúvida, envolvente e divertida.

Amanda Quick tem várias identidades, e um de seus pseudônimos é Jayne Ann Krentz. Ela também usa os seguintes pseudônimos: Amanda Glass, Jayne Bentley, Jayne Castle, Jayne Taylor e Stephanie James.

Dos livros que li dessa autora, bem, uns eu gostei e outros nem tanto, a opinião que tenho, é que ela é uma autora bem irregular, com muitos altos e baixos.

E Malícia é um desses autos. A autora soube criar um personagem memorável, a Imogen Augusta Waterstone. Essa mocinha tem um toque todo especial, filha de um filósofo, tem posições ideais diferentes da sociedade onde vive. Para vocês terem idéia, na hora de valsar, ela é que "leva", que conduz.

Além disso, ela é sagaz, esperta, irreverente. E o grande trunfo desse livro é que apesar disso, o mocinho, o conde Matthias Marshall, não ficou apagado nesse contexto. Claro que quando ele foi parar para pensar a Imogen já o tinha nas mãos, mas ao mesmo tempo, ele sabe a conduzir. Ele estava a altura dessa esplêndida personagem.


Para terem uma pequena idéia, no começo do livro, a Imogem tem uma falsa idéia de que ele é covarde e fraco, e ele, para protegê-la da situação em que estavam, acaba aceitando essa imagem... E é incrível ver a personagem se sentido superior e o tratando como uma pessoa fraca, tanto psicologicamente como no aspecto físico, e o melhor, ELA que se sente a protetora dele. E o coitado do nosso conde Desalmado aceita, e nisso tudo acaba não resistindo e se apaixona por essa destemida, forte e audaciosa mulher.

Ou seja, um grande casal. Os diálogos do são impecáveis, cheios de humor e inteligência. E além disso, o livro ainda vem recheado com um leve mistério.

Eu recomendo o livro. Uma ótima leitura.


Comentários
3 Comentários

3 comentários:

  1. Esse eu tenho e tá aqui guardadinho pra uma futura leitura, pelo menos sei que é bom, por tantos elogios, não só seus mais de algumas amigas que leram!
    beijo!

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  2. Eu já li e gostei também. Muito bom!

    bjos

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