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Janethe Fontes - Entrevista

Ei, pessoal ^_^
Bem vindos á minha estreia como entrevistadora (*chiiiique, heim??) !! E para começar com o pé direito, entrevistei Janethe Fontes, autora do “Vitimas do Silêncio”.


A Janethe, antes mesmo de me conceder esta entrevista, gentilmente enviou um exemplar de seu livro (que eu li e amei ^_^) cuja resenha é possível ler AQUI. Disponibilizou, também, outro exemplar que já foi sorteado entre nossos leitores... Se você perdeu o sorteio não fique triste, logo teremos outra oportunidade para vocês lerem e prestigiarem nossa talentosa autora!

Quero dizer que ela é uma pessoa super-hiper-mega LINDA, humilde e carismática. Não é a toa que vem se tornando tão querida no mundo virtual, entre os blogs de leitura e twitter. Agradeço muito o carinho que a Janethe sempre me dispensou em nossos contatos...

Pernambucana de nascimento, mas paulistana com coração e escritora por vocação... Assim é Janethe Fontes, e agora vamos saber um pouco mais sobre ela:


O que a autora Janethe Fontes gosta de ler? Qual livro você tem atualmente na cabeceira? Fale-nos um pouco sobre ele.

Adoro romances, mas sou bastante eclética em termos de leitura. Só não curto muito “auto-ajuda”, embora já tenha lido alguns livros desse gênero. Atualmente, na minha cabeceira tem: O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder), Capitães da Areia (Jorge Amado), Quando Nietzsche chorou (Yrvin Yalom) e Palavras em Movimento (Daniela Haendchen).

Como foi sua formação como leitora, como você foi apresentada aos livros?
Olha, eu vim de uma família bem pobre, cuja única e verdadeira preocupação, durante bastante tempo, fora a luta pela sobrevivência. Por isso os livros não fizeram parte da minha infância. Porém, no início da minha adolescência, a paixão pelos estudos me levou a frequentar a biblioteca da escola, e foi aí que conheci Érico Veríssimo e outros escritores que despertaram em mim o gosto pela literatura brasileira e também estrangeira.

Seu encontro com os livros influenciou seu desejo de ser escritora? A resposta preferida da menininha Janethe ao ser questionada sobre sua profissão sempre foi “ Quando crescer vou ser uma grande romancista!”?
Sim, com certeza meu encontro com os livros me influenciou muito. Mas a menininha Janethe não pensava em ser uma grande romancista, não. Minha grande ambição na infância/adolescência e no início da vida adulta era conseguir um “bom emprego” e fazer um curso superior.

A acessibilidade à internet vem crescendo vertiginosamente, não como queríamos, mas já percebemos certo amadurecimento, no sentido de democratizar a cultura. Como você vê o futuro online? A internet abre portas para autores, ou pode prejudicar, dado grande fluxo de pessoas tentando uma oportunidade?
Olha, não sei lhe dizer com 100% de convicção se a internet abre as portas ou prejudica; apesar de crer que, de certa forma, a internet realmente ajude ao escritor na divulgação de seu trabalho. Mas eu, pessoalmente, não conheço nenhum escritor que tenha recebido convite por uma editora por ter um site ou blog. Será que alguém conhece?

Qual dica você daria aos jovens escritores?? Quais as dificuldades que você enfrentou para publicar “Vítimas do silêncio? Fale sobre um pouco de sua experiência pessoal.
A dica que dou aos jovens escritores é que persistam, como faço também. Não posso dizer que publicar seja uma tarefa fácil, pois não é mesmo. Os desafios são imensos. Já falei disso no meu blog. O escritor brasileiro, em primeiro lugar, precisa ser imune a desmotivação. Em segundo, precisa ser muito persistente. Afinal, conseguir uma editora que realmente invista em novos escritores é quase um milagre. Já fiz até o teste da “colinha”, ou seja, já enviei alguns exemplares com folhas coladas e tive a certeza que a maioria das editoras não olham o material enviado, simplesmente devolvem alegando que a agenda de lançamentos do ano está fechada. Isso quando devolvem o material, pois a maioria não devolve e também não dá qualquer satisfação. É lamentável. Quanto à publicação de Vítimas do Silêncio, também não foi nada fácil. Para você ter uma idéia, esse livro ficou dentro de uma gaveta por quase sete anos, após várias tentativas frustradas de publicá-lo. Mas se o escritor acredita em seu potencial, tem de persistir, como já disse acima.

Você faz muitas pesquisas, “incuba” ideias, ou parte direto para a escrita? Sempre tem em mente qual vai ser o próximo acontecimento ou seus personagens acabam tomando rumos próprios? Sobre seu livro “Vítimas do Silêncio”, fale um pouco do processo de criação, e do onde surgiu a inspiração para elaborar um tema tão polêmico.
Em geral, as idéias vão sendo incubadas. No caso de Vítimas do Silêncio, meu primeiro livro, o processo de criação aconteceu em etapas. Primeiro, surgiu a vontade de escrever. Depois, fui desenvolvendo uma historia em minha cabeça, que, a princípio, era de forma um tanto caótica, mas depois fui conseguindo organizar as ideias, a história. Demorei um pouco para colocar tudo num papel, porque o tema abordado demandava muita leitura, muita pesquisa e dedicação. Obviamente a produção de um livro demanda algum tempo. Mas como não sou advogada, não sou médica, não fui vítima de nenhuma violência sexual ou deficiente física, tive que pesquisar muito para construir as personagens e as cenas de uma maneira verossímil. Depois de compor tudo isso mentalmente é que passei a redigir o livro. E ainda assim tive de interromper o processo algumas vezes para nova pesquisa ou mesmo porque a historia havia tomado um rumo um pouco diferente da que foi pensada no início... Acho que é sempre assim. De repente, parece que a historia toma seu próprio rumo... que as personagens criam “vida" e passam a ditar a historia para o escritor.

No livro, Margarida depois de muito sacrifício, conseguiu sucesso, independência profissional e, enfim, um amor de verdade. Mas, mesmo sendo advogada e gozando de estabilidade emocional, não denunciou o crime do qual foi vítima. Por que razão? A justiça foi feita (*em partes), mas não pelo suplício que ela mesma sofreu...
A razão do silêncio é aquela pergunta que não quer calar. Mas a resposta não é tão simples e nem muito menos óbvia, como se pode perceber através dos noticiários, das histórias reais de inúmeras pessoas que já passaram por isso. Mas creio que a vergonha e o medo sejam alguns dos maiores motivos para as vítimas desse tipo de violência se manterem em silêncio.

Sei que você já tem um livro pronto, “Sentimento Fatal”. Além dele, tem algum projeto novo, poderia nos adiantar algo?
Tenho mais 03 livros na gaveta e muitas outras histórias na cabeça, inclusive a continuação de Vítimas do Silêncio. Estou apenas aguardando uma oportunidade para publicá-los. Segue a sinopse de Sentimento Fatal. Quem sabe algum editor leia e se interesse pela publicação, não é mesmo?

SINOPSE


Por amor se mata? O amor destrói?
E o ciúme, pode ser controlado?
Sentimento Fatal levará você a pensar nestas questões e rever seus conceitos, todos os seus conceitos em relação ao amor.
Dividida entre a paixão avassaladora do marido Rui, que tem um ciúme doentio, e o grande amor de infância de Daniel, que ela torna a encontrar dez anos depois, Adriana terá de vencer o medo e reencontrar a si mesma. Lutar pela própria integridade e também pela filha Letícia, pela qual é capaz de tudo, sobretudo suportar a violência do marido, sobretudo suportar a própria infelicidade.
Num contexto em que aborda a dura realidade da violência doméstica, você descobrirá que o amor pode ser tranqüilo e seguro, mas também agitado e muito perigoso.

Uaauuuuuuuuuuu... Sinopse interessantíssima!! Como admiradora de seu trabalho estou torcendo para que seja logo publicado ^_^.

Há uma brincadeira correndo entre minhas amigas blogueiras que eu gosto muito, pois é inocentemente reveladora, e ao mesmo tempo um bem necessário ás relações tão “superficialmente profundas” que a internet nos proporciona. Gostaria que você concordasse em realizar, e dar ao leitor uma oportunidade de conhecê-la mais afundo...
Janethe Fontes versus 7 Pecados capitais.
=> Avareza – Às vezes (rs). Mas só às vezes. Afinal, um pouco de dinheiro não faz mal a ninguém.
=> Soberba – Acho que isso eu não tenho.
=> Gula
– Só se for por chocolate.
=> Ira – Todos nós temos nossos momentos de raiva... Só não pode ser incontrolável.
=> Inveja – Não. E acho que esse é um sentimento perigoso. Por inveja se rouba e até se mata.
=> Preguiça – Ai, só um pouquinho.
=>
Luxúria – Vich! Tem certeza que esse é um pecado capital? Quem disse isso, o papa?... Brincadeirinha (rs). Só de vez em quando.

Nem só de pecados vive o homem... Qual considera ser sua maior virtude?
Sou esforçada e persistente... Alguns dizem que sou teimosa. Será?


É isso aí pessoal! ^_^ Espero que tenham gostado, tanto quanto eu, de conhecer um pouco mais a respeito da Janethe Fontes!


Comentários
14 Comentários

14 comentários:

  1. Adorei sua entrevista!!!
    Vc se saiu muito bem!!!
    Uma dica: Diminua a quantidade de perguntas.

    bj

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  2. Sabrina, menina!!! Adorei sua entrevista!
    Marília Gabriela que se cuide!!! rsrs
    Amei!

    Curti tanto as perguntas, quanto as respostas de Janethe Fontes.

    Ela é muito gentil mesmo.

    Beijos.

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  3. Parabéns pela entrevista. Adorei.

    Bjs

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  4. Nossa que legal adorei a entrevista.

    bjs

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  5. De frente com Sabri! Uaaau! rsrs
    Nossa muito bacana, adorei a entrevista. Sabrina parabéns vc se saiu super bem como entrevistadora e a Janethe Fontes então muito atenciosa e simpática!

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  6. A autora é hiper simpatica e divertida, o livro aumentou minha vontade de le.
    Mas a parte da sinopse me fez ruer as unhas de curiosidade e os 7 pecados capitais me fez ri muito kkkk, principalmente a parte da gula, pq sera que a maioria das pessoas sao chocolatras? kkk ainda bem que desse mal nao morro.

    Indiquei um selinho lindo pra vc no meu blog, espero que goste.
    =)

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  7. Parabéns pela entrevista Sabrina! =D
    Adorei as perguntas e adorei as respostas da Janethe. Muito bom conhecer outra autora brasileira que está batalhando por um lugar ao sol.

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  8. Oi Sabrina!
    Ótima entrevista. Parabéns
    Bjs

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  9. Oi, Sabrina.

    Parabéns pela excelente entrevista! Arrasou!

    Tenho certeza que essa será a primeira de muitas que virão!

    A Janethe foi gentilíssima.

    Gsotei de conhecer um pouco mais sobre ela e quero muito ler esse livro que está na minha lista de desejos, mas só estou aguardando uma resposta.

    Beijos.

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  10. Parabéns!

    Janethe é uma fofa mesmo.

    Beijos

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  11. Adorei a entrevista com a Janethe Fontes! Quero ler o livro dela!

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  12. oi Sa.
    Muito legal a sua entrevista.
    ficou show. =*

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  13. Amei a entrevista! A Janethe é exatamente tudo que eu imaginava e seu gosto precoce pela literatura a transformou nesta escritora talentosa.
    Grande Janethe! Grande escritora!

    Fábia Rodrigues

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