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Dicky Hoyt e Don Yaeger - Devoção


“Rick é a minha inspiração, então consigo me identificar com esse sentimento de querer saber sobre algo bom para variar. Costumo ver as coisas sobre essa perspectiva. Não tenho dias ruins, pois sei que a vida deve continuar e você simplesmente deve extrair o melhor proveito da situação que tem em mãos. Amo meu filho. E não há coisa alguma que não faria por ele – e ele por mim. Não corremos por que temos que correr, mas porque queremos. Se isso inspirar outras pessoas, fico ainda mais feliz.”
Página 19




Devoção
Dicky Hoyt e Don Yaeger

Não sou fã de livros de motivação, autoajuda e biografias. Não sou.
Não sou e não preciso me envergonhar por isso, pois cada pessoa tem o direito de ter um gosto pessoal e por isso nem indico esses livros.
Mas...

Muito mais do que por ser um depoimento verídico, Devoção (Editora Novo Conceito/2011 - 207 páginas) é um livro que me conquistou por méritos próprios. Quando iniciei a leitura de Devoção, não conseguir parar até terminar. Sim, eu sabia que Dick e Rick não iriam desaparecer, mas eu “precisava” ler logo, e foi uma grata experiência literária.
Não é segredo que vivemos na era da inclusão, e qualquer forma de discriminação, mais do que um crime, também é algo que a sociedade abomina. Atualmente, grande parte dos direitos já foram conquistados... por pessoas como a família Hoyt, por exemplo, que lutaram por amor, com todas as suas forças, para dar o melhor a um ente querido.

Uma gestação tranqüila não garantiu a Jude Hoyt um parto igualmente tranqüilo, e após algumas complicações a falta de oxigênio para seu bebê primogênito causou a ele paralisia cerebral, tornando-o tetraplégico espasmódico, sem qualquer controle de movimentos e braços e pernas, a coluna assemelhando-se a “geléia”, segundo a expressão utilizada no livro.
A narrativa do pai, Dick Hoyt, é emocionante: as frustrações e a dor por não ter um filho saudável, o medo pelo seu futuro, e depois a aceitação e a tentativa de tentar oferecer todo o apoio que o filho merecia para levar uma vida tão normal quanto possível.
No início dos anos 60 pouco se sabia sobre a paralisia cerebral, a relação medico-família não era tão aberta como hoje e as informações não eram acessíveis. Famílias que possuíam membros deficientes eram aconselhadas pelos próprios médicos a escondê-los e inseri-los em instituições, e levar a vida adiante, resumindo, esquecê-los. Dick e Jude Hoyt ouviram que seu filho nunca seria mais do que um vegetal, e esse foi um comentário doloroso.
Conscientes de suas obrigações como mais amorosos que eram, o casal Hoyt tinha certeza de que nenhuma instituição cuidaria tão bem do filho quanto eles, e lutaram com unhas e dentes pelo direito de Rick à vida e à felicidade, à conseguir se comunicar (com uma máquina, movimentando cabeça lateralmente e selecionando letras), aos estudos e ao esportes. Jude Hoyt foi praticamente uma “militante” pelos direito à educação publica especial, e Dick Hoyt descobriu uma atividade que o uniria para sempre ao seu filho e o faria feliz: correr, empurrando sua cadeira de rodas; nadar, puxando-o por um barco inflável; e pedalar, carregando-o numa cadeira especial.

“Papai, quando estou correndo, não me sinto mais deficiente.”
Página 100

Devoção, como o título diz, conta a história dessa devoção pai-filho: Dick se tornou um pai atleta para carregar seu filho, correr com ele, fazê-lo sentir-se vivo.
Os esforços de Dick e Rick foram tão louváveis que, juntos, chegaram até o inimaginável: transformaram um pai fora de forma e um filho tetraplégico em maratonistas, triatletas e Ironmen. Rick até mesmo conseguiu concluir o ensino médio e depois uma universidade. A equipe Hoyt ganhou inúmeros prêmios e, o mais importante, o reconhecimento, respeito, admiração e apoio, não só no mundo esportivo, mas também como exemplo de vida para milhares de pessoas.

Logo acima falei que não era fã desse tipo de livro, e não me envergonhava por isso. Ainda penso assim, mas finalizo essa resenha com lágrimas nos olhos e com vergonha por ter “torcido o nariz” e pensado em não ler “DEVOÇÃO”. Nessa incrível história/exemplo está o verdadeiro sentido da expressão “Pai-Herói”. Como mãe que sou, espero um dia poder proporcionar ao meu filho um mínimo de felicidade que Rick com certeza sente a cada vez que seu pai realiza seu desejo de correr, de se sentir vivo.

“(...) Acontece alguma coisa comigo quando estou competindo com Rick que nos faz ir mais rápido. A minha força vem dele, como se viesse do corpo dele para o meu. (...)”
Página 145

Deixo vocês com um vídeo.., e RECOMENDO que assistam:


Obs: Eu já conhecia os esforços da Equipe Hoyt de reportagens, tiveram bastante destaque na mídia do Brasil no ano de 2008. Para quem quiser ver a reportagem, clique: PARTE 1 e PARTE 2. Eu escolhi o video acima “I Can only imagine – Mercy”, porque é o vídeo que é citado no livro, mas para uma pesquisa rápida, é só digitar TEAM HOYT no Google Images, ou You Tube e ver quanta coisa aparece, e quantos acessos os videos possuem =)
http://1.bp.blogspot.com/_6Sua73Nf8Cw/TGqKiU9LEpI/AAAAAAAAAJ4/JuYUjdazC1s/s1600/assinatura1.png
Comentários
32 Comentários

32 comentários:

  1. Eu estava com uma pontinha de medo de não conseguir ler esse livro, justamente por não ser meu tipo de livro preferido, mas vou ter que ler, por tantas resenhas positivas, já estou ansiosa!

    Beijos e a resenha ficou ótima flor!

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  2. Oi meninas!
    Eu também não gosto de auto-ajuda e biografias, mas essa história parece digna de ser lida e divulgada.
    Beijos

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  3. Oi Sabrina!!!!

    Esse livro é emocionante não é mesmo? Parece que quando somos mães nos identificamos com esse amor incondicional pai e filho. Linda e comovente resenha!!!

    Beijos meninas :)

    Thaís ☺

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  4. Também já conhecia a história deles. Meu professor de Ed. Física passou o vídeo uma vez, para nos dar um puxão de orelha (Sabe, aquele povo que n quer fazer atividade fisica? então)

    Realmente, é muio emocionante.
    A dedicação que esse pai tem por esse filho é sem igual.

    ótima resenha.

    teh mais

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  5. Ai...
    Até meus olhos encheram de água agora.
    Que história bonita!
    E o Bial chamando aquele povo do BBB de heróis... Que raiva!
    Eu tb não gosto de biografias, livros de auto-ajuda, mas me emocionei muito com sua resenha e com a história.
    Vou dar uma chance para 'Devoção' tb!
    Bjins

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  6. O livro deve ser lindo mas naum tenho paciência para livros asssim...

    http://conversandocomdragoes.blogspot.com/

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  7. Nossa deve ser muito bonito esse livro! Depois da sua resenha me interessei mais.. Talvez eu lei!

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  8. Deve ser muito lindo esse livro, com uma otima lição de vida....

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  9. Já me emocionei só pela sua resenha, hahahaha. Ain, o "problema" desses livros é justamente a gente se emocionar demais. Eu sou super manteiga derretida, sei que se eu ler vou ficar boa parte do livro com lágrimas nos olhos, hehehe. É uma história e tanto, não? Beijos. :*

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  10. Eu vi um documentario sobre a historia dessa familia e adorei! É mto linda.
    O livro deve ser maravilhoso, sem dúvida.

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  11. Sabrina a história dessa familia é linda e o livro deve ser ótimo tbm e mais uma forma de dividir e vincular essa bela lição de vida!

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  12. =)
    Também não sou fã de livros de motivação, autoajuda...
    Mas esse livro parece realmente emocionante...
    Resenha legal ;)

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  13. Acho que eu só daria uma chance para esse livro se ele parace aqui em casa, porque não é o tipo de livro que eu compraria.
    Beijos,K.
    Girl Spoiled

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  14. Eu tbém não curto o genêro, mas alguns já me surpreenderam!
    esse parece ser assim! ;)

    bjs

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  15. Eu também não sou muito fã desse tipo de livro mais tem alguns que sempre que leio eu me emociono e choro, acho que esse seria um deles.

    Bjs
    Tais
    http://www.leitorafashion.com.br

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  16. Esse livro deve ser lindo, pqp x.x Espero poder lê-lo!Linda resenha

    Beijos, World of Carol Espilotro

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  17. Ainda não tinha ouvindo falar desse livro, ele parece ser muito bom, mas não faz muito o meu tipo de leitura.

    beijos,
    Books Lovely

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  18. Bá, esse livro deve ser lindo... também não estava muito afim de ler, mas lendo sua resenha, acho que deve ser muito bom, deve ser emocionante, um ótimo exemplo.

    Olha só, meu blog tá com endereço novo e de cara nova, passa lá.

    Bjus
    Gisele
    http://dicasdelivrosefilmes.com.br/

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  19. Eu nãoconhecia , parece legal para quem gosta como vc mesmo disse cada pessoa tem o direito de ter um gosto pessoal, então eu estou fora pois sempre fico deprê.

    Beijos & Abraços
    http://www.apaixonadaporromances.com.br/

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  20. Oi Sabrina!

    Esse não é o meu estilo também, mas a história parece bonita, emocionante e forte ... tudo isso desperta a vontade de ler.

    Ótima resenha :)

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  21. Esse livro deve ser lindo! Do tipo que a gente chora baldes e baldes! Tenho que preparar o lencinho!

    BjoO
    Pri
    Entre Fatos e Livros

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  22. Eu também já tinha visto a reportagem =) Fiquei muito emocionada quando conheci a história desses dois - é realmente maravilhosa!!! Por isso estou doida para ler o livro, mesmo que, a príncipio, não seja meu estilo ^^

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  23. Ah, mas para toda regra sempre existe uma exceção
    Sempre no meio de livros que não gostamos muito aparece aquele que a gente tem que ler, sem se importar com o gênero!
    Ótima sugestão

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  24. Nossa, só pela sua resenha podemos ver a emoção que existe no livro, uma linda história de amor! Das mais belas! Também não gosto deste tipo de livros mas, é lindo demais!!! Ótima resenha! Beijos!!!

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  25. Que história de superação, pela resenha e através dos videos fiquei com muita vontade de ler o livro.Obrigado pela dica de leitura. Bjs.

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  26. Também não sou muito fã de livros assim, mas parece ser bom.

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  27. Sabrina, eu tb não gosto de livros de auto-ajuda ou biografia, mas são maravilhosas histórias assim! Do jeito que vc descreveu o livro, fiquei com vontade de ler!

    Adorei!!!

    bjusss

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  28. Também não sou muito chegada a livros assim, eu ja vi falando dessa estoria na Tv, é muito lindo o que esse pai faz, é muiiiito amor pelo filho, beijos.

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  29. DEVE SEr um livro muito emocinante mesmo, adorei.

    Bjs

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  30. Também não gosto e não leio auto-ajuda, mas amei a resenha e o vídeo, são inspiradores. Já está na minha lista de livros a ler! Beijos

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  31. Eu adoroooo biografias!
    Não sei se esse se classifica como apenas uma biografia, mas, pela resenha, eu amei esse livro!
    Uma verdadeira lição de vida.

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