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Judith McNaught - Whitney, Meu Amor!

Sempre fui uma leitora muito eclética e me orgulho por ter em minha estante todo tipo de livros, mas também nunca escondi grande preferência por romances e por este mundo literário apaixonante onde há autoras especiais e livros que são considerados verdadeiras raridades... Como fã de carteirinha, já li grande maioria dos romances mais clássicos antes de integrar o blog, dentre esses romances os livros da diva Judith McNaught. Por se tratar de leituras antigas, resolvi lê-los novamente e ir resenhando aqui no L&D.

O livro de minha resenha de hoje Whitney, Meu amor! (Editora Best Seller/ 1999 – 480 páginas) é MUITO difícil de ser encontrado, pois quem o possui dificilmente se desfaz. A primeira vez em que o li foi em PDF, mas recentemente consegui meu exemplar numa troca na comunidade Adoro Romances no Orkut. Sobre o livro??? Ah, é simplesmente LINDO, o segundo de uma série composta por 3 volumes + um conto relacionado. É o do tipo de livros que os amantes de romances históricos sonham em ler, em ter, e aguardam (e como aguardam!) a tão sonhada reedição...


Whitney, Meu Amor!
Judith McNaught

Whitney é uma mocinha bem diferente dos romances em geral, de temperamento forte e indômito desde a infância, perdeu a mãe muito cedo e foi criada por um pai que não conseguia controlar sua rebeldia (e de quem ela queria apenas a aprovação).
Na polida Inglaterra do início dos anos 1800, aos 16 anos a “garota-maria-moleque” não conseguia portar-se como uma dama e ainda por cima desenvolve uma paixão inoportuna pelo seu vizinho, colocando a si mesma – e ao objeto de seus desejos – em inúmeras situações constrangedoras ao ser alvo de maledicências por caçá-lo como caçava. Por tudo isso, Whitney é mandada a viver com os tios na alta sociedade parisiense, onde recebe o estímulo adequado para crescer, e tornar-se a beldade que prometia ser.

O sucesso de Whitney na França foi imediato, pois era uma jovem singular, fosse em beleza, inteligência e temperamento, e logo teve todos – desde os tolos rapazes debutantes até os mais sagazes libertinos e conquistadores – aos seus pés. Ela contou também com a ajuda de Nicolas Du Ville, o primeiro a perceber a jóia não lapidada que era Whitney, e também o primeiro a garantir que ela não se perdesse no mar de donzelas esperando uma oportunidade de brilhar... Uma verdadeira amizade se fez entre eles, e Nicolas, como todos os outros, também se apaixona pela menina.

Se você acha que o enredo já está ótimo, com Du Ville e o vizinho como possíveis pretendentes, ainda tem mais: após um encontro estranho alto de olhos cinzentos num baile de máscaras, Whitney é quem passa a ser a fantasia do Duque Clayton Westmoreland, que é simplesmente o mais cobiçado solteiro da França e Inglaterra, o aristocrata apenas abaixo de príncipes e reis... Ele decide que quer a garota para si e sem nem mesmo apresentar-se e falar de suas intenções, Clayton procura o pai De Whitney para propor casamento, firmando o acordo de noivado e pagando uma absurda quantia em dinheiro, que o pai de Whitney logo faz uso dando a seus credores, então ordena que a filha volte para casa com toda pompa...
Feliz e ansiosa com essa ordem de retorno, Whitney tem apenas um firme propósito: quatro anos depois, tudo o que ela mais quer é mostrar para todos que se transformou e poderia fazer com que seu vizinho a amasse, como acreditava que o amava.

Os planos de Clayton até que eram nobres, porém um tanto convencidos. O poderoso e irresistível duque tinha a certeza de que conseguiria fazer com que Whitney se apaixonasse por ele antes de revelar que se casariam, e para isso mudou-se para perto da propriedade do pai da moça, ocultou seu nome, título de nobreza e fortuna, preferindo conquistá-la apenas com sua personalidade marcante. Mas as coisas fogem do controle: após primeiros encontros peculiares e intensos com Clayton, Whitney estava certa de que o odiava (confirmando o clichê de que o amor e ódio caminham muito perto), mesmo não entendendo como seu corpo respondia daquela forma apaixonada a um homem que ela nem mesmo gostava. (Ah, táh! ^_^) Tudo fica pior quando ela descobre a farsa, e fica revoltada ao saber que é uma “noiva comprada”, independentemente de seu pretenso e voluntarioso amor por outro.

E Clayton... Ahhh, Clayton! Eu adoro esses mocinhos orgulhosos de Judtih McNaught, mas Clayton é muito mais que “apenas” orgulhoso... é autoritário e apaixonado, enfim, um representante alfa de todo o poderio aristocrático inglês. Admirei muito a “paciência” que ele teve com Whitney nas primeiras partes do livro: mesmo perto, mesmo longe, ele deu o suporte que Whitney precisava para sair do medo e crescer de volta ao lar, estimulando seu espírito livre, ou provocando-a impiedosamente em retaliação a certas atitudes desafiantes. Whitney acreditava que precisava provar que conseguiria conquistar o vizinho, assim Clayton ele também o permitiu, embora a vigiasse se roendo de ciúmes e não perdesse uma oportunidade de “mostrar como poderiam ser as coisas entre eles”. Dessa forma a trama evolui lindamente, com duas personalidades fortes tecendo embates de gênios, amando-se, odiando-se...

— Quer saber de uma coisa? — ela perguntou, olhando fixamente para o lago. — Odiei você desde o primeiro instante em que o vi, no baile de máscaras, e esse ódio cresceu muito, desde então.
Flexionando uma perna, Clayton pousou a mão no joelho e observou Whitney longamente.
— Lamento muito, porque quando a vi pela primeira vez, achei que era a criatura mais linda que Deus já fez — ele confessou baixinho.
Página 217

O interessante do livro é que Clayton aparece apenas na página 60, rapidamente, e com mais freqüência somente após a volta de Whitney para a Inglaterra, após a página 95. MUITA coisa acontece, e ao fim do livro parece que você leu muito mais do que suas 480 páginas.

De início podemos até pensar que se trata de Whitney e do vizinho, depois podemos pensar que se trata de Whitney e Du Ville... mas quando Clayton aparece, simplesmente rouba totalmente os corações dos leitores, seja pela sua persistência, ou pelo imediatismo da situação “ela e minha e vou tê-la”. Depois, mais ao fim, você “o ama-odiando”, pela sua irritante falta de percepção, por ele não ver claramente as coisas, envenenado pelos ciúmes e cego de rancor... Clayton faz Whitney sofrer e leva o leitor às lágrimas em vários momentos. E mais: Whitney era impossível, e somente um homem igualmente diabólico o conseguiria lhe fazer páreo e não cair abobalhado de amor.
Como o pai de Whitney uma vez a comparou com Clayton, “eles eram da mesma argila”.

Claro que eu não poderia deixar de falar sobre as polêmicas que rondam esse livro! Como se tratam de spoilers, se quiser saber leia os trechos entre as aspas:
Depois que Whitney faz com que Clayton monte um cavalo xucro (entendi isso como uma tentativa de assassinato da parte dela), ele a deita sobre os joelhos e bate em suas nádegas com o chicotinho de equitação. Como a vestimenta da época era composta de camadas e mais camadas de roupas, vi que foi mais por vontade de mostrar a ela a besteira que poderia resultar de sua atitude infantil, além a humilhação por passar uma descompostura... não vi como um trecho de bárbara agressão.
A primeira vez em que Clayton e Whitney tem intimidades é fruto de um momento de ciúmes e selvageria de Clayton. Concordo que é uma situação extrema, só que não diminui minha preferência por este livro que considero perfeito, mas conheço muitas amigas leitoras que deixaram de gostar da trama a partir deste trecho, dizendo ser puramente um estupro.

Eu digo que tudo depende do ponto de vista do leitor, e ainda mais: a autora consegue nos levar exatamente onde ela quer. Tudo faz parte de uma grande malha muito bem costurada, cujo fim é emocionante e, sinceramente, não desejaria que fosse de outra forma, pois a redenção de Clayton é das mais lindas...

A leitura é tão deliciosa que, quando acaba, dá aquele gostinho de saudade. Estou relendo agora o livro “Ate você chegar”, cujo protagonista é Stephen, irmão de Clayton. Logo haverá resenha aqui e por hora digo apenas... “Ahhhhhhh! *suspiros*... Esses irmãos Westmoreland!”

Dinastia Westmoreland:
A Kingdon of Dreams* – Royce Westmoreland e Jennifer
Whitney, meu amor – Clayton Westmoreland e Whitney
Até você chegar – Stephen Westmoreland e Sherridan
Relacionado: “Simples gifts” (Conto “Miracles”)* – Nicolas Du Ville/ Juliana
*Não publicados no Brasil

PS1- Vou mostrar para vocês meus “queridinhos” da Judith McNaught, e pelas fotos vocês podem saber o que esperar de minhas próximas resenhas dos livros dessa diva...
PS2- Procuro desesperadamente os exemplares “Tudo por amor”, “Lembranças de nós dois” e “Sussurros na noite”. Se você tiver e quiser trocar comigo... tô aqui =^_^=





Comentários
27 Comentários

27 comentários:

  1. Amo amo amo!!!
    Confesso que antes de começar a ler esse livro,só havia lido um da autora,e que não me agradou nem um pouco,mas as minhas amigas foram me convencendo aos poucos e acabei lendo.
    Impossível não se apaixonar pelos mocinhos da Judith...

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  2. Sou doida para ler esse livro, mas me recuso a ler em e-book, ouvi um papo que ia ser relançado, mas até agora nada de nada, mas tb me recuso a pagar o valor que o povo pede por esses livros. Nunca li nenhuma resenha desse livro, até agora, só sabia que as meninas adoram esse livro. Achei o meu número, pena que é dificil conseguí-lo. Adorei a parte da surra, e eu entendo que era o século dezenove e as coisas eram diferentes.
    Bjos

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  3. Não vejo a hora de relançarem... quero tanto esse inglês arrogante...rss
    Eu acho que apesar da abordagem pouco convencional do Clayton, isso faz parte da cultura da época... onde a mulher era submissa e tal...
    Hum, fiquei com vontade de reler, mas em ebook é um pé...

    beijos,
    Dé...

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  4. Ah, parece ótimo!!!
    Mas parece que a publicação ficou meio bagunçada né?! >< heheeh Fiquei até meio confusa..

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  5. Nossa é tão bom qdo conseguimos ler/reler um livro assim, pq realmente há livros que são dificies de conseguir.
    Pena q as vz as editoras bagunçam as coisas =/

    Andy_Mon Petit Poison

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  6. Sabrina, a resenha foi ótima! Adoro romances também, apesar de não ter muitos para ler.
    E, pelo jeito, esse me encantaria, pois adoro personagens fortes.

    Beijos ;)
    Conjunto da Obra

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  7. Adoro, Adoro Adoro! Judith é uma das minhas autoras preferidas! Eu não tive a sorte de encontrar o exemplar em português, então eu comprei em inglês(já com a versão estendida). E como sempre me apaixonei. Concordo com vc, sobre os trechos polêmicos. Clayton não tinha como ser diferente, ele é um Duque, e o retrato fiel de toda pompa aristocrática inglesa, e se ele fosse um mole, não teria como segurar Whitney, pq vamos combinar, ela bem que precisava de alguém com pulso forte! hauhauahua..
    Se você ainda não leu a versão estendida, leia, pq é liiiinnndaaaa!!

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  8. Sabrina, ai,ai, ai!!! eu quero este livro!!!Não exatamente este livro, mas sempre quis ler algo de Judith McNaught. Adorei a dica e a resenha está maravilhosa.
    Bju

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  9. Que bacana, parece ser legal esse livro, gostei da resenha. Eu ainda não li nenhum romance desse tipo, mas tenho muita vontade. Gosto também de ler diversos gêneros, assim a gente fica conhecendo de tudo um pouco (: UAHSUAHUS

    Beijos, Vanessa.
    This Adorable Thing

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  10. Adorei a resenha, ainda não li nenhum livro da Judith McNaught, mas tenho muita vontade de ler, sempre leio resenhas elogiando os livros dela o que me faz ficar com muita vontade de ler eles.

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  11. Eu relutei em ler pois sempre ouvi falar da fama do odioso Clayton, mas me rendi, fui ler e tirar minhas próprias conclusões! O resultado? Adorei!
    Afinal, o Clayton não é tão odioso como diziam, e além do mais a Whitney era uma diabinha, só mesmo um homem como Clayton Westmoreland para segurar essa encapetada mocinha.
    To louca por esse livro,mas não vou pagar os olhos da cara por um livro que falta muitas páginas, e como não achei o impresso tive que ler em ebook mesmo.
    Já fiquei sabendo que esse amo sai a reedição. tomara qeu sim! Quero o Claytoim bem pertinho de mim! kkkk
    bjus

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  12. :O

    Fiquei encantada, mas já vi que não posso me empolgar muito né?! Raridade! :/

    #chorei

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  13. Sabrina, adorei sua resenha e fiquei com vontade de ler o livro novamente! =P
    Eu amo os livros da Judith e já reli os que eu tenho várias vezes! Sou fã mesmo.
    Dei sorte de achar Tudo por Amor com um preço "pagável" em em sebo, mas os outros raros tive que ler em e-book e só não desisti porque são dela! rs É uma pena a editora não relançar esses títulos. Queria muiiiito!!!
    Judith é ótima e seus mocinhos são irresistíveis! =)
    Beijinhos

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  14. Fiquei com vontade de ler esse livro. Gosto muito de romances, e até acho que faz bem ler romances históricos de vez em quando.

    Espero ler esse livro um dia.

    Beijos!!

    Bom final de semana.

    Arte Around The World

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  15. Que resenha, ein? Veja como as coisas fluem naturalmente quando gostamos de um livro (risos). Também sou eclética nesse sentido e gosto de romances. Tenho muitos "livros de banca" na minha estante. Depois que li sua resenha me encantei por esse livro. A capa dele realmente tem uma aparência de "livros raros", se é que me entende. Como sou muito curiosa, claro que li os trechos entre as aspas, e concordo, são trechos que podem gerar opiniões controvérsias. Vi que você tem o livro "Todo Ar Que Respiras" (ah!), ele está na minha lista de desejados.
    Beijos.

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  16. Que lindos os seus queridinhos, Sá! ;)
    Apesar de não ler muito romance de banca, eu adooro!
    Tenho uma caixa cheinha aqui em casa! hehe...
    Gostei muito dessa história. Parece ser suuper envolvente e muito romântica. Amor e ódio, o que dá o apimentado nas histórias. Todo mundo ama isso! :)
    Quero muito lê-lo.

    Beeijo
    @BrinaSophie

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  17. Nossa e uma historia incrível eu também sou muito eclética, mas com certeza romances são os que me dão mais ansiedade ler ...
    Ótima resenha com certeza vou ler esse livro

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  18. Eu quero tanto esse livro. Faz tempo que está na minha lista de desejo.
    Bjs

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  19. Eu amo os livros da Judith *-*
    Fiquei com muita vontade ler esse livro, adoro esses personagens 'possessivos', só não sei se eu gostaria na vida real rsrsrs ^^
    Uma pena que custe caro e seja uma raridade ;\

    =*

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  20. Nao li nenhum dela ainda, mas pela resenha parece romance purooo. Gostei muito.
    Ixiii chegou dar vontade de suspirar ..kkkk

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  21. Comecei a ler a resenha e sabia que conhecia o nome da autora Judith McNaught, ai no final vejo a foto dos livros da Sabrina e descobri o pq conheço, eu tenho o livro Dois pesos, duas medidas, e por sinal eu adoro. Adorei a história do livro, mas já fiquei triste, por sem difícil de encontrar, alouuu Best Beller relançar o livro, por favor.

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  22. A Judith é fabulosa em seus romances, mas esse romance em especial é demais. Chorei com ele, rir com ele, enfim... ele tem todas os ingredientes que fazem um romance sem perfeito. É um dos meus livros prediletos e para minha infelicidade eu não o tenho em papel, li em ebook.

    Parabéns pela resenha.
    Beijos,
    Mah | Livro e Coração

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  23. Não sou muito fã de romances, mas pela sua resenha, esse livro me parece interessante!!!!
    Vou dar uma chance a ele!!!

    @_Dom_Dom

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  24. Nossssssa eu ameeeiiii! *-*
    Gente eu preciso ler urgene, amei mesmo!
    Como é um pouco difícil por aqui se conseguir esses livros assim, eu vou ver se baixo pra eu ler.
    Gostei muito mesmo!!

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  25. Muito bom ver esses livros mais antigos e que precisam ser apresentados.
    Eu não leio muito - ou quase nda - esse tipo de romance e bate um medinho porque ou posso ficar muito acreditada no amor ou desacreditada. huaahuaha Na vida real é tudo tão diferente...

    It Cultura

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  26. Simplesmente adorei! Sou fã de romances e deve ser por causa dele que sou uma sonhadora amorosa.. rsrsr
    Tomara que ele seja reeditado!

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  27. Li todos os livros da Judith e sou apaixonada por ela e pelos seus livros!Recomenda algum livro de outra autora, tão bom quanto esse ?

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