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Eduardo Spohr - A Batalha do Apocalipse - Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo

O livro de minha resenha de hoje, A Batalha do apocalipse – Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo (Verus Editora/ 2010- 586 páginas) é de autoria do carioca Eduardo Spohr e está há tempos em minha lista de leitura. Li várias resenhas sobre ele e estava doida para tirar minhas próprias conclusões com “conhecimento de causa” (risos).

"(...)Enquanto houver um só homem no mundo, há esperança, porque os mortais carregam no peito o brio de Deus." Página 485



A Batalha do Apocalipse

Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo
Eduardo Spohr

... Enquanto Deus dorme, descansando até o fim do sétimo dia para presidir o que chamamos de juízo final, o arcanjo Miguel junto a seus irmãos arcanjos Gabriel, Rafael, Uziel e Lucifer, “cuidam” da criação do Pai. A bondade passa longe de Miguel, que se ressente muito do amor que O Pai tem pelos humanos, meras criaturas geradas do barro, e por isso impinge a eles inúmeros flagelos. Mas o homem sobreviveu a cataclismos como a era glacial e grandes catástrofes, como chuvas de meteoros, terremotos e vulcões. Dilúvio.
Como primeiro general, o anjo Ablon incontáveis vezes atravessou o tecido da realidade – membrana que separa a consciência dos homens do plano astral dos Sete Céus – para comandar massacres na Haled (plano físico), mas revoltou-se após a destruição de Sodoma e Gomorra, quando se conscientizou que não haveria de ser a vontade Deus tanta opressão de Miguel. Houve um levante, com Ablon e mais 18 querubins, casta de anjos guerreiros, e todos foram expulsos para a Haled quando Lúcifer os delatou. Lúcifer usou o prestígio adquirido por sua traição para preparar uma nova insurreição, mas desta vez, Lúcifer perdeu e caiu no inferno (passando a ser conhecido como Diabo), levando com ele um terço dos anjos.

Nós, os anjos renegados, não temos nada a que nos apegar. Vivemos no limite entre os dois mundos. Não podemos provar o amor humano nem a glória de Deus, portanto a amizade é tudo o que nos resta. Quando eu morrer, morrerá a esperança daqueles que confiaram em mim. É por eles que luto, e talvez seja por isso que continuo de pé. (...) Página 227

Mesmo renegado, Ablon se tornou uma lenda por ser articulador da primeira revolta e, vagando pelos séculos, foi testemunha do desenvolvimento da civilização e história natural humana. Com a ajuda dos sentimentos que a feiticeira Shamira lhe desperta, e da amizade que encontra por vezes onde menos espera, não sendo mais anjo e não desejando seguir ao Diabo, tornou-se parte humano.
Com o nascimento da Criança Sagrada, Gabriel também se revoltou contra Miguel, que queria matá-la, iniciando uma nova guerra civil angélica, e Rafael isolou-se do plano astral, desgostoso. É quando Ablon toma conhecimento de uma trama que pode por em risco todo o mundo, até mesmo a divindade de Deus, mas... "O crepúsculo do sétimo dia se aproxima, e a noite cairá em breve". (página 10)



Ufa! Tentei sintetizar ao máximo parte da grandeza que é o enredo de A Batalha do Apocalipse. Em 586 páginas o autor realmente consegue levar o leitor da “Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo”, além de também fazê-lo conhecer a aurora dos tempos.

O que posso dizer? A trama é inovadora, ainda que a ficção apocalíptica não o seja, e mexe com o imaginário do leitor e com dogmas religiosos, falando sobre guerras angélicas e sobre o ciúme que anjos sentem dos humanos, desmitificando a ideia de anjos como protetores e criaturas de bondade.
Os personagens principais – Ablon, ex primeiro general celeste e anjo renegado, e Shamira, a feiticeira de En-Dor – são ótimos, e o envolvimento afetivo entre eles ocorre de uma forma muito convincente.
Confesso: “quase morri” para conseguir terminar de ler o livro! (risos) Por vezes a narrativa se tornava repetitiva (quando a existência do glossário existe justamente para este fim); e por vezes eu não conseguia parar de ler, num ritmo louco. Então havia uma interrupção, narrando uma passagem totalmente adversa da anterior, para ser arrematada com o presente somente em algum trecho à frente... e a trama se completava.
Mesmo variando de leitor para leitor, o ritmo de leitura poderia ser mais ágil se não fosse as frequentes interrupções parar narrar fatos em flash backs. Mas, por outro lado, são nessas interrupções e narrações que viajamos com Ablon durante todo o “Sétimo dia”, um período que abrange mais de 200 mil anos e, numa visão geral, essa viagem é fascinante.

(...) "Isso acontece frequentemente quando se vive demais – nós não ouvimos lendas, mas somos parte delas". Página 259.

A forma como Ablon sempre se safava nos últimos momentos dos confrontos não me incomodou, sei que é assim que são feitos os heróis. Reservo-me ao direito de dar minha opinião e dizer que não gostei, realmente, do final “à la Matrix”, mesmo entendendo que não poderia haver outra forma de reverter a situação em que o autor colocou toda a humanidade.

Finalizando, entre prós e contras, eu gostei demais deste livro! A passagem pela história, misto fantasia, misto realidade, revelam-se frutos de uma mente realmente privilegiada. A sacada final e revelação do “complô” foram muito interessantes, realmente não imaginava... Mas, em compensação, uma revelação sobre o Salvador me deixou inquieta. Ok, trata-se uma obra de ficção, mas minha criação católica me cobrou um “Opa, opa, opa! O que é isso, Eduardo Sporh????”.
Claro que recomendo!

Somos testemunhas da história, meu amigo. Somos os observadores do mundo. Página 422

http://1.bp.blogspot.com/_6Sua73Nf8Cw/TGqKiU9LEpI/AAAAAAAAAJ4/JuYUjdazC1s/s1600/assinatura1.png


Comentários
18 Comentários

18 comentários:

  1. Gostei muito do livro, acho que o Sporh fez um ótimo trabalho. Não é um livro de leitura muito rápida, concordo que os fash back contribuem para essa lentidão. mas ainda assim achei um bom livro, na verdade um dos melhores nacionais que já li.

    Gostei das revelações finais.

    Boa resenha!

    http://sempre-lendo.blogspot.com

    Abraços
    Juan

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  2. Depois de Tolkien, foi um dos melhores livros que eu li. Recomento a todos

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  3. Oii Sabrina!
    Quero muito ler esse livro, só vejo elogios sobre ele!
    Adorei sua resenha!!
    Beijos!! :)

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  4. Parabéns pela resenha Sabrina! Já li A Batalha do Apocalipse e curti bastante. Beijos!

    http://newsnessa.blogspot.com/

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  5. haha, amei a sinceridade na resenha.
    Eu tinha muita curiosidade de ler esse livro assim que foi lançado, mas fui deixando, deixando... e agora tenho tantos outros mais urgentes que acho que vou acabar não lendo.
    Muitas histórias pecam quando misturam esse contexto religioso, mas essa parece mesmo bem interessante.

    Beijos

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  6. eu tenho muita vontade de ler esse livro, mas tem cara de ser uma leitura tão densa que ia exigir mais tempo do que eu geralmente possuo haha Muita gente já me falou que a narrativa é pesada e muitas vezes quebrada, mas que também tem aqueles pedaços em que você não consegue largar. Acho que isso acontece em qualquer livro. De qualquer maneira, quero muito saber o que tanto tem em A Batalha do Apocalipse pra ser tão comentado :D

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  7. Adorei sua resenha!
    Eu realmente não ia muito com a cara do livro (não sei pq)
    Mais hj é a segunda resenha positiva q vejo e tá dando uma vontade de ler rs

    Amei seu blog! já tó seguindo ;)

    se quiser passar lá, segui e comentar tbm
    eu vou amar rs
    http://falleninme.blogspot.com

    PatyScarcella

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  8. Oie, Sabrina.


    Ao contrário de vc,a história não despertou a minha atenção. Quem sabe eu mude de ideia, mas não pretendo ler esse livro por enquanto.

    Beijos e até a próxima visita ;)
    http://www.apaixonadaporromances.com.br/

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  9. Oi Sabrina!
    Esse livro parece ser muito interessante, a sua resenha faz a pessoa ficar com mais vontade de ler, mas mesmo assim ainda não quero... Esse negócio de batalha apocalíptica nunca me chamou a atenção, e ainda não chama, sabe? Uma hora, talvez, eu leia, mas por enquanto não...

    Beeijo!

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  10. Eu adorei o livro! Mas confesso que também penei para terminá-lo - é uma leitura bem lenta e chega a ser cansativa em alguns momentos, mas compensa pela grandiosa história que é narrada!

    Beijos,

    Nanie - Nanie's World

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  11. Tenho o livro desde Fevereiro do ano passado, mas ainda não tive coragem de começar a ler.
    Gostei muito da resenha e consegui pegar um pouco da essência do livro.
    Espero ler em breve e acabar gostando também.
    Beijão

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  12. Sabrina!!

    Saudades das nossas conversas viu, vc anda muito sumida! kkkk.

    Eu tenho A Batalha do Apocalipse desde o ano passado e ainda não li acredita? Mas é tanto livro que acabo ficando doida sem saber o que ler. kkkk.

    Eu adoro anjos e batalhas juntos, e pelo que já li nas resenhas esse livro em nada deixa a desejar no quesito magia e fantasia. Então tenho de tomar vergonha e ler logo!

    Bjs meninas!

    Faby - Blog Adoro Romances de Aracaju.

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  13. Vi este livro na livraria, nem percebi que era de um autor brasileiro.
    Comprei e ADOREI!!!
    O outro livro dele também é muito bom "Filhos do Éden"
    Ele é super simpático e tem um futuro promissor!
    bj
    Beta

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  14. Eu preciso, eu quero, eu desejo esse livro. Estou louca para lê esse livro e olha que já li um monte de resenha, mas cadê a verba? Adorei a resenha e a capa do livro é show!!!!!!!!!!!!!

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  15. Para mim, é a melhor obra fictícia nacional! Eu li em um final de semana, e, igualizinha a você, eu não conseguia parar de ler. xD Confesso que o autor passa muita informação de uma vez só, mas isso nem estraga a leitura. ^^
    Os personagens são tão perfeitos! *-*
    Eu também achei o final super estranho, apesar dos pesares. Haha. Antes do Epílogo, eu fiquei estática, pensando que o final seria trágico daquele jeito.
    xD
    Adorei sua resenha, viu?

    Beijos e bom fim de semana.
    --
    vicioempaginas.blogspot.com

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  16. Esse livro está na minha estante há tanto tempo que até me dá pena.rs Ele parece ser maravilhoso, mas é o tipo de leitura que te cobra bastante e é necessário tempo livre para saber aproveitá-lo bem. Adorei a sua resenha, conseguiu explicar super bem sobre o livro! =D
    Beijos!!!

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  17. Adoro o tema. Acho que fiquei meio viciada depois de começar a ver Sobrenatural (isso está me rendendo anos de momentos reflexivos). Como também sou Católica, imagino um pouco o que é sentir falar sobre algo relacionado a Deus de um modo meio caótico (bom, o livro parece ter esse tipo de tensão). Parece o tipo de livro que não me faria dormir por dias. = ) Adorei!

    Bjoos

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  18. Parabenizo pela resenha. Li esse livro e simplesmente amei. é um livro par ler e saborear cada página, pois o autor faz alusões ao passado e trás de volta ao presente e torna a voltar e vir, pois torna-se necessário para a compreensão da história.

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