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Maratona de Banca 2012:Terri Brisbin - Paixão Indomável/ Shannon Drake - A Guerra das Rosas

Olá pessoal! Inicio minha participação na Maratona de Banca 2012 já atrasadinha, para variar, rs. Eu li a minha primeira opção "Paixão Indomável – Terri Brisbin" e gostei tanto do tema que também me esforcei para ler o livro reserva, "A Guerra das Rosas – Shannon Drake", mas como eu não possuía o livro, troquei pelo skoob e acabou chegando somente na quinta-feira. Li rapidinho, amei e aqui estamos com as resenhas!

Março: “Mocinho ou Vilão? Eis a questão.”

Paixão Indomável – Terri Brisbin
Romances Históricos Harlequin -46/ 2008


Lady Jocelyn deveria ser casar em troca da liberdade do irmão. Numa época em que casamentos arranjados eram tão comuns, poderia ser um acordo vantajoso, se o noivo não fosse conhecido como “A Besta das Terras Altas”, famoso por matar a primeira esposa, empurrando-a pelas escadas após uma discussão. Jocelyn deveria ‘cumprir’ seu dever e dar um herdeiro ao marido o quanto antes, quem sabe esta seria uma garantia de sobreviver?

Paixão indomável, da Terri Brisbin, é o primeiro livro da “Série MacLerie”. De início, o livro atendeu ao tema proposto, mas quando o leitor passa a conhecer a verdadeira índole e história de Connor, fica difícil vê-lo como vilão, como “A BESTA”, então a trama se concentra mais no romance, com Connor forjando a própria reputação para proteger o descanso da primeira mulher e fazendo de tudo para não se apaixonar pela nova esposa - tanto que ‘cumpre sua obrigação’ para ter um herdeiro, mas evita maiores envolvimentos e carinhos mais... intensos. (*Nem beijá-la ele queria!). A esposa logo descobre que tudo é carapuça, e passa a desejar mais do marido.
Eu gostei medianamente dos personagens, em alguns trechos a mocinha se mostrava muito lamuriosa e não defendia o título original “Taming the Higlander”... não consegui ver ninguém domando, ou sendo domado (risos). Há um antagonista, de fato, mas ele aparece somente no final, e de uma forma um tanto “de supetão”, como que para justificar fatos passados. Mas nem tudo está perdido: há um personagem secundário que rouba totalmente a atenção em alguns momentos, e dele será o próximo livro, que também está presente na minha lista da Maratona!


A Guerra das Rosas – Shannon Drake
Bestseller Nova Cultural - 78 / 2005


Eu gostei DEMAIS deste livro! Quando montei minha lista, confesso que a capa e a sinopse não me atraíram muito, mas devo confessar que a trama é historicamente MUITO bem embasada:

A família de Tristan era vassala do Rei Eduardo IV, mas com a morte do rei e a subida de seu irmão Ricardo III ao trono, dispondo os filhos de Eduardo IV, os herdeiros legítimos ainda apenas meninos. Os príncipes - Eduardo V e Ricardo, Duque de York - foram trancados na Torre de Londres e sumiram.
Tristan como segundo filho de um conde e filho de um par do reino, foi até Ricardo III – que já estava em luta com Henrique Tudor pela coroa – prestar respeito, mas informar que sua família não daria apoio enquanto os meninos não fossem apresentados.
...Tudo muda quando Tristan chega ao lar e descobre que todos foram mortos! Seu pai, o irmão primogênito, a cunhada e o pequeno sobrinho. A maior crueldade aconteceu com sua esposa, que foi violada e morta, e o bebê que ela esperava foi arrancado de sua barriga a facadas. Tristan, então, se torna o novo conde, mas não acredita mais na causa de um rei capaz de tanta barbárie, e por isso torna-se partidário de Tudor, o notório Rei Henrique VII da Inglaterra. Como eu li recentemente a série Os Tudor de Philippa Gregory, que se concentra a partir do reinado de Henrique VIII, foi verdadeiramente um prazer voltar a ler um livro com fundo histórico tão bem esboçado, concentrado no fim da disputa das casas York e Lancaster, e inicio da casa Tudor.

A Guerra das Rosas de Shannon Drake foi meu livro reserva para a Maratona de Banca, e este, sim, atende mais amplamente ao tema proposto! Mesmo que o leitor saiba de antemão que Tristan de La Tere é um legítimo mocinho e nobre honrado, não há como negar que foi vilão por estar ao lado contrário da mocinha Genevieve Lewellyn, cuja família era leal a Ricardo III, quando o dever de buscar terreno para a causa na qual luta o leva a invadir e conquistar o castelo de Edenby, lar de Genevieve, numa batalha onde seu noivo e seu pai acabam perecendo.
Como a última representante de Edenby, Genenieve é aconselhada a receber os conquistadores, se oferecer como amante para Tristan para atraiçoá-lo no leito. Vemos isto acontecer com extrema facilidade, pois Genenieve é bela e voluntariosa, e o guerreiro Tristan definitivamente não é de se jogar fora (risos). Tristan acaba praticamente enterrado vivo, mas retorna em busca de vingança, quando a guerra de vontades se mantém até o fim do livro.

"— Onde está me levando?
— Para o meu quarto.
— O que... pretende fazer comigo?
Tristan sorriu antes de responder.
— Ainda não resolvi exatamente. Primeiro pensei em queimar você em óleo, mas depois resolvi que seria rápido demais. Pensei depois em esfolar ou esquartejar, mas acho que a diversão iria durar pouco.
— Você não teria coragem! E o rei não ia deixar me matar...
— Executar é a palavra correta – corrigiu ele. – E claro, geralmente é necessário uma ordem real, mas acredito que nesse caso não seria. Mesmo porque me resta ainda a tortura simples... ou marcar a ferro este rosto bonito para todos saberem que você é uma traidora, ou ainda arrancar as unhas, uma por dia..."
Página 124

Há um romance secundário muito fofo, entre um cavaleiro de Tristan e a tia de Genevieve. No geral, os personagens são muito fortes e as intrigas são constantes, com os dois lados acreditando-se no direito, e não querendo ceder.
Adorei quando Genevieve reencontra Tristan após acreditar que ele estivesse morto, e as tentativas de Tristan de puni-la, mesmo preso por seus encantos... A tensão entre o casal é o verdadeiro ponto alto do livro, as ameaças nunca foram levadas a cabo, mas as disputas verbais entre Tristan e Ginevieve são memoráveis.

Justificando o título, “A Guerra das Rosas” que percebemos na trama de Shanon Drake restringe-se ao romance entre Tristan de La Tere e Ginevieve Lewellyn, cada um de um lado da disputa. São várias referencias às diferenças entre rosas ao longo da trama, por isso, a título de curiosidade, é bom saber queo fato histórico A Guerra das Rosas realmente aconteceu, e remete a um período de mais de 30 anos de batalhas entre dois ramos dinásticos de ascendência Plantageneta. A Rosa Vermelha representa os Lancaster e a Rosa Branca representa os York; A Rosa de Tudor, criada no término da guerra, uniu os dois emblemas. Confiram na imagem abaixo:



Maratona de Banca 2012: A proposta é a resenha de um livro ‘de banca’ por mês, durante um ano. O tema para cada mês foi escolhido pela comissão organizadora, e a lista de títulos dos participantes foi previamente informada no ato da inscrição, confira minha lista completa AQUI e clique abaixo pra conferir o andamento da maratona!





http://1.bp.blogspot.com/_6Sua73Nf8Cw/TGqKiU9LEpI/AAAAAAAAAJ4/JuYUjdazC1s/s1600/assinatura1.png


Comentários
11 Comentários

11 comentários:

  1. Já me falaram que os livros de banca são bem legais, mais nunca tive a oportunidade de lê-los. As resebnhas estão ótimas!

    Beijos :*
    Natalia. http://www.musicaselivros.blogspot.com.br/

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  2. Ai meninas, eu realmente não sou muito fã de romance de banca, mas agora que consegui a parceria com a Harlequin, vou ver se começo a ler alguns... =D

    Bjs,
    Kel
    www.itcultura.com

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  3. Oiie Sabrina,

    Eu não costumo ler livros de Banca, mas fiquei muito interessante em ler A Guerra das Rosas, adoro estórias com fundos históricos são bem mais interessantes. Agora eu vou com certeza procurar por este livro.

    Beijos

    Amigas entre Livros

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  4. Li A Guerra das Rosas para a Maratona deste mês e adorei! O livro é muito bom. E Paixão Indomável é outro livrão, com estória emocionante.

    Parabéns pelas ótimas resenhas!

    Beijos
    Marilena

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  5. Oi Sabrina!
    "Paixão Indomável" tem uma capa linda! Ainda bem que serviu ao menos para apresentar o personagem do próximo livro, eu também gosto de ler as séries do começo.
    Quanto ao "A Guerra das Rosas", gosto muito de romances cujo mocinho e mocinha estão em lados opostos por motivos realmente alheios à vontade deles. E quem disse que romance de banca não é cultura hein? Bela aula de história, adorei!
    Beijos... Elis Culceag.

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  6. Eu não conhecia essa maratona e nem os livros
    Mas fiquei bastante interessada pelas estorias
    E tenho que ler mais esse tipo de romances ;)

    Beijos
    @poketlibro
    http://pocketlibro.blogspot.com.br

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  7. Ei Sabrina, eu já li livros da Shannon e da Terri, mas ainda não conhecia esses... Parecem ótimos, principalmente o "A Guerra das Rosas"! Adorei!
    Bjus,
    Náh
    http://lerdormircomer.blogspot.com.br/

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  8. Oi Sá!

    Adorei! Vou procurar para ler \o/

    Bjs!

    Carla
    http://www.historias-semfim.com/

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  9. Que tuuuuuuuuuuuuuuudo!
    Amei.

    Selene Blanchard
    Blanc – ModaeEu.blogspot.com – TEM PROGROÇÃO COM BlackBerry

    Espero sua visita!

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  10. Os dois livros deve ser bom, mas esse "A Guerra das Rosas" deve ser muito bom! Adorei a resenha!

    Bjuss

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  11. Sabrina
    há tempos que eu queria ler Paixão Indomável,mas não encontrava o livrinho ou acabava esquecendo.Após ler a sua resenha,resolvi ler o livro e adorei.
    Adorei a Jocelyn apesar de tudo o que ela sofreu e aguentou do Connor,ela nunca desistiu.


    bjs Nati
    =D
    Se vc tiver um tempinho dá uma olhadinha na minha resenha dessa semana no Vício De cultura:http://viciodecultura.blogspot.com.br/2012/04/vida-de-bailarina-margery-hilton.html

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