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Marc Levy - O primeiro dia


Um astrônomo e uma arqueóloga envolvidos em um mistério que poderá traçar novos rumos à humanidade.

Adrian desde pequeno sonhava em descobrir aonde começava a aurora, em que momento tudo havia começado... Por isto, para ter a chance de descobrir, torno-se um astrônomo, estudando os astros celestes. Depois de algum tempo trabalhando em um projeto grandioso na América do Sul, por ter tido problemas de saúde, foi obrigado a retornar para a Inglaterra. Lá foi instigado por seu amigo Walter a participar de um concurso de bolsas de pesquisas.  

Keira também sonhava com descobertas cientificas. Mas seus sonhos voltavam-se ao passado da humanidade, queria descobrir o início da existência dos seres humanos. Para isto ela passou muitos anos trabalhando como arqueóloga no Vale do Omo – África -, no entanto após uma catastrófica tempestade de areia foi obrigada a retornar para Paris. Sem dinheiro, sem ter perspectivas de futuro, foi ajudada por sua irmã, que a inscreveu para participar de uma competição a fim de angariar dinheiro para voltar as suas pesquisas.

No Vale do Omo ela conheceu Harry, uma criança africana,  por quem muito se afeiçoou, contudo  teve que deixá-lo lá quando da sua volta. De recordação havia somente o estranho pingente que havia ganho do garoto. E foi este pingente que mudou sua vida...

Logo após voltar para a França conheceu um senhor que ficou muito interessado no objeto, só que ele não era o único. Algo muito importante estava relacionado ao objeto.

Os protagonistas se encontram no evento em que apresentariam suas teses para concorrerem à bolsa de pesquisa. Eles tinham um passado em comum, haviam se conhecido na universidade e tido um breve, mas intenso, romance.

Após uma noite celebrando o encontro, Keira voltou para casa, só que esqueceu com Adrian o  pingente que havia ganho de Harry. A partir daí uma aventura iniciou-se, várias pessoas estavam interessadas no pingente, inclusive uma cúpula formada por representantes dos mais diversos países que temiam as consequências interligadas ao conhecimento sobre os poderes do objeto.

O que ele seria? Porque existiam pessoas querendo fazer mal a eles, inclusive matá-los?
Da África, França, Inglaterra a Grécia. Uma viagem em busca de respostas.

De tanto escutar elogios sobre o Marc Levy, quando a Editora Suma de Letras anunciou o lançamento de O primeiro dia e A primeira Noite, fiquei feliz e triste. Feliz porque, afinal, seria lançado por aqui, mas triste porque estava fazendo o intercâmbio na Argentina, ou seja, demoraria muito para eu ler.

Para minha felicidade, apesar de que deveriam terem sido encaminhados para a Sabrina ler, os livros vieram parar em minhas mãos. Pulei de alegria, confesso! Estava radiante, voltei do intercâmbio com ganas de ler. A expectativa era alta, estava pensando que seriam somente elogios, até porque as opiniões da blogosfera foram, quase de forma unânime, que o livro era maravilhoso, que a narrativa era poética, que os personagens eram fortes, que o mistério era instigante... Elogios e elogios que fizeram com que eu considerasse que este livro me agraciaria com momentos gostosos, como aparentemente grande parte das pessoas tiveram.

Entretanto, infelizmente, penei para passar da metade do livro.  O início do livro é lento, demora até engrenar, páginas e páginas que poderiam ser resumidas e existirem só as partes fundamentais e alguns trechos de narrativa reflexivos e interessantes – creio que alguns diriam que toda esta parte se encaixaria neste quesito, mas eu discordo, há partes que de nada influenciaram, cenas cotidianas e diálogos que poderiam ter sido suprimidos...

Alguns capítulos são narrados em primeira pessoa, quando há um contato maior com Adrian, e os demais em terceira pessoa, achei interessante este formado escolhido pelo autor.  Apesar do livro ter uma narrativa bem descritiva e a promessa de um cativante romance, não me sentia cômoda com os protagonistas, não entendia seus anseios/medos/sonhos, de forma a não me identificar com os personagens.  

Após este conturbado começo, quando os fatos começam a ocorrer de verdade, de maneira mais cadenciada e ágil, em que pese ter gostado mais da leitura, não consegui terminar O primeiro dia cativada.

O final foi interessante... Espero que o segundo livro seja muito melhor ou que mantenha, ao menos, a excelência do final de O primeiro dia, para que eu possa gostar mais da sequência.

Notaram que não gostei tanto do livro, certo? Mas, como disse, muitos o adoraram. Recomendo que você o leia e tira a prova!

Comentários
4 Comentários

4 comentários:

  1. Infelizmente não gostei muito deste livro.
    Bjs, Rose.

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  2. Esse livro eu tinha vontade de ler mas também queria estar com A Primeira Noite, para ler junto. Já li comentários positivos assim como li comentários negativos sobre dele. Gostei da resenha.

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  3. Eu peguei emprestado e desisti do livro nem cheguei a ler inteiro, antes mesmo não gostando eu me forçava a terminar mas hoje em dia, não.
    Achei muito lento, muitas partes desnecessarias, uma pena. Mas pretendo ler outras coisas do autor, quem sabe tenha sido apenas este livro, beijos.

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  4. É bem lento esse livro mesmo, custei a achar a graça dele, mas quando começa esse mistério acerca do colar dela, mais envolvimento dos dois...não, quando os dois se encontram mesmo, foi a partir daí que comecei a achar o livro bem bom. E valeu a pena a leitura. Ainda bem que esperei lançar os dois pra ler os dois de um vez, ou teria tido um treco com o final dele...É bem bom, eu adorei.

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