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Mary Jo Putney - Magia Roubada





Magia Roubada é o segundo livro da serie Guardiães que é composta por 3 livros até o presente momento. A Lari já resenhou o primeiro livro – Um Beijo do Destino – AQUI. Mesmo fazendo parte de uma série, é possível ler os livros fora de ordem ou ler somente Magia Roubada (Editora Bertrand Brasil/ 2012 – 390 páginas) sem prejudicar o entendimento da trama, pois as histórias são independentes.

Encontramos nossos personagens 3 anos após o levante Jacobita que foi plano de fundo para os eventos de ‘Um Beijo do Destino’ na Escócia; agora na sociedade Londrina de meados do século XVIII, mais precisamente 1745, um período onde fervilhavam grandes mentes em busca de inovações prematuras e avanços no pensamento que posteriormente (somente após 1830, como bem sabemos) fariam parte da Revolução Industrial.

Lorde Simon Malmain, Conde de Falconer, é fiscal-chefe do Conselho de Guardiães e supervisiona o uso indevido da magia. Simon vai à procura de Lorde Drayton, a quem investigou durantes anos, mas subestima seus poderes e acaba transformado num unicórnio que o vilão pretende matar e usar o chifre para aumentar seus poderes. Simon consegue escapar, mas o furioso Drayton incumbe seu faz-tudo de recuperar o animal místico, que deve ser seduzido pela presença de uma virgem. A virgem é a serva Meg - A Louca, que também está enfeitiçada e tem seus poderes utilizados por Drayton há 10 anos. O feitiço a deixa ‘embotada’, mas mesmo na névoa em que vive, Meg entende que foi a causadora da captura do animal sagrado e tenta libertá-lo para se redimir.  Após uma fuga emocionante, Meg vai cuidar do ferimento do unicórnio e, ao tocá-lo com o dedo machucado, o contato de seu sangue de virgem com o dele faz com que o animal se torna um belo homem...
Simon, temporariamente liberto da forma de unicórnio, toma Meg sob sua proteção, e logo ele percebe os feitiços que a envolvem, desde uma ilusão que modifica sua aparência – que se revela encantadora – até outros que a fazem escrava de Drayton, prejudicando seu intelecto e personalidade. Para surpresa de Simon, Meg é uma pessoa instruída e também uma maga poderosíssima. Juntos, eles precisam derrotar Drayton, um grande perigo não somente para os Guardiães, mas também para os mundanos. 
Por que Drayton deseja tanto poder?


Tenho muitas conjecturas a fazer sobre este livro...
A capa de Magia Roubada é muito bonita, segue o padrão do livro anterior, mas justifica o próprio enredo, assim como o título. Unicórnios não são figuras muito presentes nos livros que leio, e gostei muito da novidade, a princípio. Sou fã de romances e fantasias e adoro históricos regenciais, mas devo dizer que este não foi meu livro preferido, pois senti que a mistura de muitos elementos não se tornou exatamente uma sinergia. A autora ‘viajou’ bastante em Magia Roubada, e algumas coisas ficaram meio 'no ar', enquanto outras não tiveram os destaques merecidos:
O trecho em que Meg é liberta de Drayton e seu intelecto ‘acorda’ deveria ser bem forte e intenso, mas a autora deixou passar como se fosse um fato corriqueiro.
Guardiães são magos cujos grandes poderes são transmitidos dentro da família, mas o encontro de Meg  com sua família ficou no vácuo, pois ela é uma maga poderosamente rara com múltiplas habilidades e a pergunta não chegou a ser respondida: qual  teria sido a ligação do pai de Mary com os Guardiães?
Em alguns trechos houve tentativas de explicação para a origem dos poderes, sendo a mais aceitável que eles pudessem vir da natureza. As inúmeras referências à religião nos faz pensar que todos fossem cristãos – Meg até mesmo se descobre filha de um vigário –, e mesmo após passar a trama TODA recorrendo à fé nos momentos mais tensos, Meg clama por “Gaia”, a deusa terra, no ápice final, sem nunca antes a ter mencionado, nem receber qualquer ensinamento sobre sua existência. Isso foi completamente destoante...

Como adorei “Um Beijo do Destino”, eu esperava mais de Magia Roubada. Talvez por Simon ser fiscal-chefe do Conselho de Guardiães a trama ficou bem ‘burocrática’, com exceção da parte referente à magia do unicórnio, claro. Não que seja ponto de todo negativo, afinal estar por dentro do conselho possibilitou o entendimento de vários pormenores que deste universo místico que até então não foram tão explorados no livro anterior.
Mas nem tudo está perdido, há o fator Simon Malmain... voltando ao assunto da presença do unicórnio, não posso deixar de dizer que eu o vejo como uma criatura totalmente pura e nobre, então foi uma transmutação perfeita para Simon. Como leitora ávida de romances, estou acostumada com que mocinhos sejam másculos e experientes; eles podem ‘rodar por aí’, mas acabam invariavelmente encontrando ‘a ‘mulher. Simon nos mostra o mais elevado conceito de honradez e foi um mocinho que realmente me cativou. Simon e Meg formam um casal interessante e fofo, mesmo que o gancho romântico, que logo floresce, não pudesse concretizado. Assim, entre grandes amassos e recuos, o romance transcorre entre as páginas, com a autora brincando sobre o quão virgem Meg deveria ser para reverter a transformação de Simon em unicórnio.
Finalizando, senti falta de um interação maior com a sociedade aristocrática londrina, ainda mais por Simon ser um conde, mas vejo Magia Roubada como um livro já bem denso, acrescentar mais ao enredo seria demais.  Creio que quem gosta de romances históricos regenciais e fantasia pode gostar muito deste livro.

Série Os Guardiães:
“The Alchemical Marriage”  (Conto para a antologia ‘Irresistible Forces’)
Magia Roubada – Simon Malmain e Meg.
A Distant Magic – Jean Macrae e Nikolai Gregório. 




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Comentários
12 Comentários

12 comentários:

  1. Olá!
    Partilho da mesma opinião! Amei tanto O Beijo do Destino que quase enlouqueci atrás deste 2º volume e puxa... não foi exatamente o que eu esperava.
    A expectativa foi tão grande que acabei me frustrando. Mas mesmo assim, acho a autora ótima!

    Beijos

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  2. Pronto tudo o que eu gosto em um livro tem nessa trilogia.
    Eu também acho a capa bonita e, como disse na resenha anterior o fato de ser um livro com um romance histórico me deixa empolgada pois eu gosto de livros assim. Apesar de você sentir falta dessa interação com a sociedade aristocrática eu não vejo um problema tão grande nisso, afinal tem ainda um terceiro livro para 'compensar'

    bjs,
    Camila Márcia
    @camila_marcia
    De Livro em Livro
    Devaneios Fugazes

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  3. Sabrina!
    Já gosto demais de livros que misturam literatura fantástica e romance de época, viajo na leitura do livro.
    Bom saber que a série pode ser lida de forma independente, fica melhor quando é assim.
    Vamos aguardar o próximo volume, pois a Lari gostou muito do primeiro, você nem tanto do segundo, veremos o terceiro...
    Bom domingo!
    cheirinhos
    Rudy
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  4. Que pena que o segundo livro não seja tão bom quanto o primeiro.Mas assim mesmo gostaria de ler,porque gosto do gênero e quero saber se vale a pena continuar lendo a série dela.Beijos.

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  5. Quero muito ler a série e amei sua resenha que está muitissimo boa. Também gostei da capa do livro.

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  6. Viviane dos Anjos18 de junho de 2013 12:44

    Boa resenha,Sabrina,gostei do fato de você dar alguns detalhes sem entregar muito da história, a capa do livro é interessante, a história parece cativante com um casal fofo e como você mencionou também esse livro Magia Roubada é uma boa dica pra quem curte romances históricos e no meu caso A-D-O-R-O livros desse tipo.Valeu pela dica e continue com o bom trabalho.

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  7. Gosto de séries que tenham os mesmos protagonistas em todos os livros, e que os volumes também sejam independentes uns dos outros. Uma pena que esse teve alguns "deslizes", mas pelo menos continuou legal. Fiquei bem curioso pra ler essa série.

    @_Dom_Dom

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  8. Li quase nada dessa autora...mas gostei do jeito que ela escreve. Ansiosa para ler essa série.. ainda não a conheço.

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  9. Li quase nada dessa autora, mas gostei muito do seu jeito de escrever. Ansiosa para ler essa série.

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  10. Apesar de gostar de fantasia e ter achado a capa linda, não me identifiquei muito com essa história. Sei la, achei confusa e um pouco monótona. Não senti muita vontade de ler.

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