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Entrevista: Marina Carvalho

Faz pouco tempo que conheci as obras da Marina Carvalho, e já virei fã! Depois de Ela é uma fera, um ebook lançado pela Novo Conceito, corri literalmente para ler Simplesmente Ana, e não me decepcionei... Ou seja, foi uma honra vê-la responder minhas perguntas..."Bora" conhecê-la melhor?

·         O que a autora Marina Carvalho gosta de ler? Qual livro você tem atualmente na cabeceira? Fale-nos um pouco sobre ele.
Tenho um gosto eclético e sou um pouco de fases. Já fui viciada em suspense, em romances históricos e em relatos e biografias. Hoje não vivo sem um bom e velho chick-lit e também adoro romances românticos.
Acabei de ler “Métrica” (Slammed), da Colleen Hooever, uma história tocante e gostosa, do gênero que anda fazendo o maior sucesso entre os leitores, o “new adult”. Trata-se de um amor impossível entre Lake, uma jovem que acabou de perder o pai, e o Will, seu vizinho de frente. Gostei tanto que, às vezes, me pego pensando no livro, querendo reviver as emoções de novo.

·         Como foi sua formação como leitora, como você foi apresentada aos livros?
Na minha casa a estante da sala sempre teve mais livros que enfeites. Tanto minha mãe como meu pai apreciavam a leitura e faziam isso explicitamente. Eles liam perto de mim e da minha irmã, servindo de exemplo para nós. Então minha formação foi natural. Interessei-me pelos livros mesmo antes de aprender a ler. E depois que fui alfabetizada, fiquei ainda mais apaixonada. A primeira história que me lembro de ter lido foi “O barquinho amarelo”, da Ieda Dias. Eu tinha seis anos. Depois disso, conheci Maurício de Sousa e a “Turma da Mônica” e, então, acabei fisgada de vez. (risos)

·         Seu encontro com os livros influenciou seu desejo de ser escritora? A resposta preferida da menininha Marina Carvalho ao ser questionada sobre sua profissão sempre foi “Quando crescer vou ser uma grande romancista!”?
(Risos) Jamais respondi a essa pergunta dessa forma. Já quis ser tantas coisas, desde criadora de elefantes até dentista da marinha! Mas, com toda certeza, meu encontro cedo com os livros influenciou muito no processo de formação do meu “eu” escritora. Escolhi fazer jornalismo na faculdade para ficar mais perto das palavras e desenvolver as técnicas de escrita. Portanto, acredito agora que, no fundo, eu sempre trabalhei para que isso acontecesse.

·         Como você vê o futuro online? A internet abre portas para autores, ou pode prejudicar, dado grande fluxo de pessoas tentando uma oportunidade?
Eu penso que o excesso de pessoas tentando entrar no mercado literário é muito positivo. Claro que dá de tudo, né? Mas, com a internet, as chances de um grande nome ser revelado são bem maiores. E ela facilita outras coisas, como divulgação, imprescindível para que o livro venda, e o contato entre autor e leitores, quase impossível no passado. Então, sou mais que favorável a esse futuro online. Eu já não sei mais viver sem toda essa tecnologia. (risos)

·         Qual dica você daria aos jovens escritores? Quais as dificuldades que você enfrentou para publicar seus livros? Fale sobre um pouco de sua experiência pessoal.
Lariane, considero-me uma pessoa de muita sorte. Sempre tenho medo de soar esnobe quando respondo a essa pergunta, mas não posso deixar de revelar o que realmente aconteceu comigo. Terminei de escrever “Simplesmente Ana” em março de 2012. Depois de todas as revisões possíveis e de muita análise de mercado para escolher uma editora, fiz cadastro na Novo Conceito. Passei por algumas etapas até receber a notícia que meu original havia sido aprovado. Essa resposta me foi dada em 11 de abril de 2012, um mês após o início do processo! Sendo assim, sinto-me na obrigação de sempre aconselhar quem deseja se aventurar nesse mundo da literatura como escritor: escreva sobre o que sabe e domina; deixe o texto impecável, sem erros ortográficos e gramaticais; faça uma sinopse atraente; não copie moda. Porque foi assim que consegui.

·         Dos novos autores nacionais, quais você muito recomenda?
Como professora, procuro analisar tudo o que pode ser apreciado por meus alunos. Por isso, acabei fã de várias autoras da nova safra dos livros nacionais. Minhas preferidas são Carol Sabar, Paula Pimenta e Carina Rissi. Primeiro porque o texto delas é impecável. A história flui bem articulada, sem lapsos e incoerências. E seus livros têm tudo que mais adoro: amor e humor, sem deixar a “poesia” de lado.

·         Você faz muitas pesquisas, “incuba” ideias, ou parte direto para a escrita? Sempre tem em mente qual vai ser o próximo acontecimento ou seus personagens acabam tomando rumos próprios?
Tenho uma mania de professora, que me ajuda demais: planejo tudo antes de começar a escrever. Divido os capítulos e resumo cada um deles, pontuando as partes mais específicas. Só assim consigo, depois, adicionar o recheio. Nesse ponto os personagens ganham uma certa autonomia. Se eles me obrigarem a sair dos trilhos que tracei, faço isso sem remorso. (risos)

·         Tem alguma rotina para escrever? Ouvir músicas? Algum horário em específico? Algo mania?
Gosto de montar uma trilha sonora para o livro que estou escrevendo, mas só a ouço no carro, quando me deito para dormir ou ao lavar a louça. Não consigo escrever escutando música. Fico nervosa. (risos) Fora isso, mais nada. Escrevo quando consigo, porque, além de professora, sou mãe em tempo integral. Portanto aproveito os momentos mais tranquilos, nem que tenha que recorrer ao velho modo de escrever: papel e caneta. (risos)

·         Como você lida com as críticas?
Tive um ano para me preparar emocionalmente para lidar com elas. Fiquei repetindo para mim mesma que ninguém consegue agradar a todos, e isso, de certo modo, preparou meu espírito. Não tenho crises quando leio algo negativo sobre minhas histórias. Opinião é algo muito pessoal, né?

·         Ambos os seus livros publicados tem um toque muito bem humorado, a escritora Marina também é?
Quando não estou de TPM, sim. (risos) Li a série Poliana quando era pequena e me animei a seguir o exemplo daquela garota otimista. Gosto de encarar a vida com bom humor, afinal, é tudo tão duro. Se não for assim, a gente enlouquece.

Houve uma brincadeira correndo entre as blogueiras que é bem interessante, pois é inocentemente reveladora, e ao mesmo tempo um bem necessário às relações tão “superficialmente profundas” que a internet nos proporciona. Gostaria que você concordasse em realizar, e dar ao leitor uma oportunidade de conhecê-la mais afundo...

Marina Carvalho versus 7 Pecados capitais.

=> Avareza – Só me lembro do Tio Patinhas. E daquele personagem perverso do filme “Seven – Os sete pecados capitais”, com Brad Pitt.
=> Soberba – Gente que se enxerga como melhor do que os outros não tem muita chance comigo.
=> Gula – Em se tratando de churrasco e pão francês, deixo a gula aflorar. Também sou gulosa ao comprar sapatos. E livros! E canetas coloridas! (risos)
=> Ira – Uma vez por mês, sei o que é se sentir irada. Numa dessas, é recomendável que eu passe a léguas de objetos perfurocortantes. Brincadeirinha...
=> Inveja – Triste e desnecessária. Por que um sentimento tão degradante pode ser um dos mais comuns nas pessoas?
=> Preguiça – Acho que é o pecado mais latente em mim. Tenho preguiça de fazer ginástica, de sair à noite, de levantar da cama para ir ao banheiro. Ainda bem que essas coisas não são muito importantes, né?
=> Luxúria Humm... (risos)

Nem só de pecados vive o homem... Qual considera ser sua maior virtude?

Difícil falar das nossas virtudes, porque, geralmente, quem as vê são as pessoas e não nós mesmos. Mas acredito que tenho um bom temperamento e jogo de cintura. Também me acho persistente e corajosa. Sou responsável e cumpro meus compromissos. J
Comentários
5 Comentários

5 comentários:

  1. Adoro os livros da Marina.

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  2. Adorei a entrevista! Marina Carvalho é um amorzinho de pessoa. Ainda não consegui ler nenhum livro dela, mas vontade é o que não falta.
    Beijos.

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  3. Eu comprei esse livro Simplesmente Ana e gostei muito, a história é ótima, espero logo poder ler Ela é uma fera, e que seja tão bom quanto o outro.

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  4. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
    Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
    siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

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  5. Adorei o livro "Simplesmente Ana" e a autora é realmente um amor!
    Recomendo muito o livro dela!
    Com certeza as histórias brasileiras está ganhando maior espaço e fico muitoooo feliz com isso!
    Viva a leitura!!!

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