='cap-left'/>

Entrevista: Simone Marques

Continuando as entrevistas com autores, desta vez entrevistaremos Simone Marques, autora de vários livros e da série Paganus... Já lemos e resenhamos vários livros dela no blog, você pode conferir AQUI.
"Bora" conhecê-la mais?
Com vocês Simone Marques: 

O que a autora Simone Marques gosta de ler? Qual livro você tem atualmente na cabeceira? Fale-nos um pouco sobre ele. Eu amo ler fantasia e romances históricos, mas também adoro livros de História! Atualmente, na minha cabeceira, estão dois livros: Mazze Runner (correr ou morrer) e 1565: Enquanto o Brasil nascia. 

Mazze Runner é uma distopia. A história se passa num labirinto, onde meninos são jogados e percebem que não têm memória do que viviam antes. Eles vivem numa sociedade organizada e seu objetivo é encontrar uma maneira de vencer o labirinto e sair dali. É um livro de tensão psicológica. Bom. =)

1595 é um livro que narra de maneira ágil a vida de portugueses, franceses, índios e negros no processo de colonização do país. Bem interessante, pois traz a História de forma dinâmica, buscando no dia-a-dia montar um panorama da vida na colônia. É material de pesquisa para os novos livros da saga Paganus (inéditos). 

Você gosta de livros de banca? Tem alguma autora preferida? Gosto! Sou leitora dessas histórias desde que era adolescente, mas nunca me prendi a autoras, confesso que nem olho os nomes, rsrsrsr. Gosto dos históricos. 

Como foi sua formação como leitora, como você foi apresentada aos livros? Meus pais liam para mim e eu ainda nem sabia ler quando ganhei o livro Alice no país das maravilhas. Só sei que eu andava com aquele livro debaixo do braço, adorando o contato, o cheiro... A escola me ajudou muito e os livros paradidáticos que tínhamos obrigação de ler foram se tornando um dever agradável com o passar dos anos. Esse leque literário foi só se abrindo com o passar do tempo e ler é como respirar... 

Seu encontro com os livros influenciou seu desejo de ser escritora? A resposta preferida da menininha Simone Marques ao ser questionada sobre sua profissão sempre foi “Quando crescer vou ser uma grande romancista!”? Não! Rsrsrsr Quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse, a resposta natural e imediata era: professora. Eu nunca havia me imaginado escritora, embora eu amasse as aulas de redação na escola. A escrita sempre fluiu muito bem pra mim, mas nunca havia sequer me imaginado fazendo isso profissionalmente. Escrever passou a fazer parte da minha vida em 2007 e, hoje, deixei o magistério, o sonho concretizado da menininha, e me realizo criando histórias.

Como você vê o futuro online? A internet abre portas para autores, ou pode prejudicar, dado grande fluxo de pessoas tentando uma oportunidade? 
A internet abriu e abre muitas portas! Eu mesma não teria ido adiante se não fosse por ela, meu trabalho não teria chegado a tantos leitores de diferentes partes do país. Mas, sem dúvida, é uma faca de dois gumes. Há muita coisa no mercado e muitas delas de qualidade questionável, o que acaba por gerar uma enorme desconfiança nos leitores que, muitas vezes, nem olham para algum outro livro depois de uma decepção. 

Qual dica você daria aos jovens escritores? Quais as dificuldades que você enfrentou para publicar seus livros? Fale sobre um pouco de sua experiência pessoal. Escrevam com qualidade, mas balizem essa qualidade através dos olhos de outras pessoas, avaliem seu trabalho tentando o máximo de imparcialidade e pensem como seus futuros leitores. Não é só por que vocês escreveram, que é a sétima maravilha do mundo. Sejam autocríticos. 
Nossa, enfrentei e enfrento muitas dificuldades. Há inúmeras editoras que brincam com o sonho do novo escritor e pisam nele sem dó nem piedade. 
Quando resolvi publicar meu primeiro livro gastei uma fortuna enviando originais para as grandes e conhecidas editoras. Era ingênua e pensava que eles olhavam ou mesmo abriam os envelopes, mas vim saber mais tarde que isso não acontece. Descobri que a publicação tradicional é uma utopia ou destinada àqueles que têm contatos nos lugares certos. 
Também descobri que ter os livros nas grandes livrarias é muito complicado e caro. Soube que autores, que não querem esperar 3 anos para saber se seu livro pode ser publicado, são chamados de impacientes... Passei por algumas editoras e saí delas por que não tolero o desrespeito pelo profissional da escrita. Continuo aprendendo todo dia, tropeços fazem parte desse caminho, mas não pretendo desistir. 

Você faz muitas pesquisas, “incuba” ideias, ou parte direto para a escrita? Sempre tem em mente qual vai ser o próximo acontecimento ou seus personagens acabam tomando rumos próprios? Pesquiso muito, por que para mim é importante que a história esteja sempre ligada a um fio de realidade, ao menos. Me preocupo com verossimilhança e coerência e isto demanda muita pesquisa. 
Eu desenho alguns eventos na minha cabeça e fico pensando neles, então escrevo, mas também há cenas que nascem quando estou digitando. Quando comecei a escrever histórias, primeiro eu escrevia á mão, no papel, depois passava para o computador (e então mudava um montão de coisas rsrsrs), com o tempo as folhas foram diminuindo e o tempo diante do teclado aumentou. Hoje, já digito direto. 
Eu tenho uma linha de eventos organizada, mas muitas e muitas vezes eles não se concretizam por que a história toma outro rumo e isso sacode minha cabeça e me impõem novos desafios. 
Os personagens influenciam nessas decisões de mudança, sim e, muitas vezes, complicam minha vida... rsrsr 

Tem alguma rotina para escrever? Ouvir músicas? Algum horário em específico? Eu escrevo o dia todo, todo dia, enquanto vejo TV, navego na internet, ouço música, cuido da casa, rsrsrs 

Como você lida com as críticas? Se forem consistentes, vou olhar o que levou a elas, refletir no que fiz ou deixei de fazer, mas se são apenas achismos me dou o direito de ignorar. 

 Houve uma brincadeira correndo entre as blogueiras que é bem interessante, pois é inocentemente reveladora, e ao mesmo tempo um bem necessário às relações tão “superficialmente profundas” que a internet nos proporciona. Gostaria que você concordasse em realizar, e dar ao leitor uma oportunidade de conhecê-la mais afundo...

 Simone Marques versus 7 Pecados capitais.
=> Avareza – Sou escorpiana, ciumenta... não divido meu marido de jeito nenhum! => Soberba – Prefiro sentir orgulho do que faço, mas ter humildade suficiente para reconhecer meus erros.
=> Gula – É chocolate? Sinto muito, sou pecadora! 
=> Ira – Quando vejo a hipocrisia alheia ser aplaudida, mas costumo sufocá-la, rsrsrsrs 
=> Inveja – De gente que nasceu virada pra lua e penso que seria melhor não ter nascido no meio da tarde! 
=> Preguiça – Amo dormir e ficar sem fazer nada. 
=> Luxúria – hummm uma delícia! rsrsrs 

Nem só de pecados vive o homem... Qual considera ser sua maior virtude? Não sei, hehehe, talvez a capacidade de manter a calma na adversidade, ou melhor, tentar sempre manter a calma.
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário