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Michael Grant - Praga


“Praga”, de Michael Grant, é o quarto livro da Série Gone, lançado no Brasil pela Galera Record. Caso ainda não tenha conferido as outras resenhas, clique AQUI e leia o que achei sobre os livros.

A resenha pode conter spoilers para quem ainda não leu os livros anteriores.

Já imaginou acordar um dia e descobrir que o mundo que você conhece não existe mais? É o que acontece com as crianças da pequena ilha Praia Perdida.

No quarto livro da série, Praia Perdida parecia está indo “bem” – pelo menos no começo da história -, sem acidentes já que Caine estava fora da ilha e parecendo querer manter distância; Drake que agora também é Brittney (por algum motivo inexplicável os corpos dos dois se juntaram e é imortal, o que não é algo bom) está preso e vigiado por Orc.

Porém nada é bom o bastante nesse lugar que não possa ficar ainda pior...
Dessa vez algo mais terrível atinge LGAR, uma praga que não pode ser sarada nem por Lana, a Curadora. Uma forte gripe toma conta das crianças e ela é violenta o bastante para mata-los.  E não é só isso.

O mal ainda ronda o lugar, preparado para acabar com todos os seres humanos ainda vivos e finalmente tomar o poder. A Escuridão criou algo praticamente indestrutível para acabar com seus inimigos. As cobras-voadoras, que surgiram com a barreira que tomaram conta de Praia Perdida, agora transmitem um parasita que é implantado no corpo e crescem dentro dele. Quando estão prontos para “nascerem” eles comem a carne de seu hospedeiro matando-os. Basta que as pessoas sejam gotejadas com o líquido que saem da cobras-voadoras para serem infectadas.

E se você acha que para por aí, se engana. A água potável está acabando e em breve não serão necessários doenças e parasitas para matar a todos. Cabe a Sam, Dekka, Jack e Taylor irem à busca de um suposto lago um pouco longe da cidade. No caminho eles acabam descobrindo coisas boas e outras piores.

Claro que, nesse meio tempo, Drake também consegue fugir e não descansará enquanto não matar a todos.

Enquanto isso, Caine e Diana vivem suas vidas supostamente tranquilas em uma pequena ilha. Porém, por mais que queira viver em paz e sem querer dominar Praia Perdida, Diana sabe que a sede de poder de Caine continua grande e não demorará para que ele queira novamente ser o “Rei” do pedaço.

Pete, irmão de Astrid, está cada vez mais doente e perdido em seu próprio mundinho. Astrid já não aguenta mais o estresse e está desmoronando ao ponto de pensar que, talvez as barreiras que separam Praia Perdida do resto do mundo sumam se Pete morrer.
Será que tudo pode melhorar se o garoto deixar de existir?

“Praga” continua seguindo a linha de história ótima, mas que é de apavorar qualquer um. A cada livro os jovens sobreviventes de Praia Perdida sofrem cada vez mais e eu sofro junto com eles.

Sam está cada vez mais deprimido e não aguentando as responsabilidades, mas como Dekka diz: ele é um líder nato. Ele sempre será aquele pelo qual todos correrão em busca de ajuda, pois todos dependem dele, tanto fisicamente quanto emocionalmente.

Caine estava mais agradável nesse livro; claro que até certa parte. Cheguei a torcer para que ele ficasse na ilha para onde fugiu com Diana, e que os dois vivessem felizes suas vidinhas. Mas é claro que a sede de poder ainda está presente na vida dele e não sossegará até provar que é melhor que Sam.  Já Diana mudou radicalmente em “Praga”. Ela está mais humana, não querendo ser mais a vilã, a menina má; dessa vez Diana quer que ela e Caine faça suas vidas em paz longe do poder.

Claro que todos passaram por situações terríveis na história, contudo o maior fardo vai para a Astrid, pois ela sabe que o irmão criou a barreira que tranca Praia Perdida dentro desse mundo de abominação. Ele só fez para proteger o mundo da Escuridão, mas isso não torna as coisas fáceis. Astrid chega ao ponto de pensar em acabar com a vida de Pete na esperança de que as barreiras desapareçam.

“Praga” é assustador e angustiante. Li com o coração na mão, e com medo de que na próxima página mais alguém dos personagens que gosto iria morrer.
O final do livro é surpreendente e nos deixa de queixo caído. Mais surpresas boas ou ruins vêm pela frente. Só peço a Michael Grant para que acabe logo com o sofrimento dessas crianças.

Confesso que não sei como essa série pode terminar sem ser terrível. Mesmo se a barreira cair em volta da ilha e a Escuridão for destruída, as coisas nunca serão boas. Os pais voltarão e não encontrarão muito de seus filhos, pois estão mortos. A vida de ninguém naquele lugar nunca será a mesma ou feliz.
Aguardo o final da série para saber como Michael Grant vai lidar com toda situação.

Super recomendo!


Série Gone de Michael Grant
1 - Gone
2 - Fome
4 - Praga
5 - Fear*
6 - Light*

*= ainda não foi lançado no Brasil

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Comentários
4 Comentários

4 comentários:

  1. Não li a resenha, porque não li nenhum da série ainda (: Mas, é boa?
    Beijos.
    http://www.garotadolivro.com/

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  2. Michael Grant sabe escrever uma cena de suspense como ninguém. A gente fica tão angustiado com essa tensão toda e crianças formando uma sociedade adulta é tão louco que não tem como parar de ler! Eu só li o primeiro, mas já estou super ansiosa pelos próximos.

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  3. Logo vou ler Praga, estou louca para saber como tudo vai acontecer. Cada vez fica pior, se existe melhor ali não sei não! Amei, sua resenha, me deixou mais em suspense do que vai ocorrer. Uma doença que nem a Lana pode curar é cruel!
    E acrescento algo mais no que você escreveu: Só peço a Michael Grant para que acabe logo com o sofrimento dessas crianças - e com o meu sofrimento! risos!


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  4. Parece ser um suspense bem intenso, li poucas partes por medo dos spoillers, mas me pareceu um bom livro e só li elogios do autor!

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