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Sylvain Reynard - A Redenção de Gabriel

Antes de iniciar a resenha, quero finalizar meu passeio por esta trilogia dando um pitaco sobre o sexo da identidade do autor por trás do pseudônimo Sylvain Reynard, de quem ‘quase nada’ foi divulgado. Sem querer ser preconceituosa – e talvez já sendo feminista – com a ideia de homens escrevendo romances (afinal quem vos fala é a eterna fã de Nicholas Sparks), tenho a intuição que, embora se declare homem, Sylvain Reynard é uma mulher... e muito apaixonada! #risos. Brincadeira ou não, acredito que a idealização que tenho de Gabriel só poderia ser-me passada através da visão de outra mulher, enquanto homens tenderiam a mostrar com mais cinismo e crueza de sensações a visão de um amor tão idealizado. Concorda comigo? Deixe sua opinião =D

... Enfim, não é segredo que o autor da trilogia O INFERNO DE GABRIEL pretendia encerrar no segundo volume, e penso que muito me entristeceria ser privada de uma leitura tão bela quanto gratificante. Assim, como terceiro e último volume, A REDENÇÃO DE GABRIEL (Editora Arqueiro/2014 – 427 páginas) é uma excelente conclusão. Para conhecer mais detalhes sobre O INFERNO DE GABRIEL e O JULGAMENTO DE GABRIEL, clique nos respectivos títulos.

A Redenção de Gabriel
Sylvain Reynard

“— Só penso em você. Você é tudo para mim.”  (Página 14)

Após tantos encontros e desencontros, nosso amado casal está um pouco mudado em alguns aspectos e exatamente igual em relação a outros: praticamente livre de tudo o que antes a amedrontava, Julia dá mostras da ‘personalidade vibrante’ com a qual era descrita através da visão de seu adorado Gabriel e raramente perceptível ao leitor... Ela nos dá a certeza de ser a absoluta merecedora da devoção do nosso amado Professor (*se é que este fato esteve em algum momento eclipsado). Agora, Julianne está mais confiante em sua auto-estima e capacidade próprias, não necessitando tanto de alguém para guiá-la, inclusive batendo de frente com as interpretações intelectuais do marido especialista em Dante, confrontando-o em seu território de domínio e diante de toda a comunidade literária.

Mas, como sempre fiel à sua personalidade marcante, Gabriel continua controlador, o diamante bruto lapidado pela docilidade da esposa, a quem apóia em quase tudo o que ela deseja fazer. Mas será que a recíproca é verdadeira?  Agora o lindão está pronto para a paternidade, mas seria este um empecilho na realização dos sonhos de Julia em construir uma carreira acadêmica?

Diferentemente dos exemplares anteriores e justamente por ser a conclusão da trilogia, senti a necessidade do autor em retomar algumas lacunas pregressas, na forma de capítulos ‘flash-backs’ bem esclarecedores, especialmente sobre o passado tenebroso de Gabriel e outras passagens envolvendo demais personagens como a misteriosa Paulina e o porquê dos ‘vilões’ não os incomodarem mais.

No tempo presente... igualmente à Julia, seu pai encontra um amor verdadeiro e  lhe dá um irmãozinho, além de se unir ainda mais à filha quando enfrentam um desafio na tão recente nova família dele. Paul, o sempre fofo amigo ‘Virgílio’, assume a derrota inevitável e dá um rumo na própria vida, em caminho adverso ao de Julia, como deve ser.

No núcleo central, um fato que gostei muito nesta conclusão de trilogia foi sobre a aceitação de Gabriel em conhecer suas origens biológicas, o que também responde a algumas questões em aberto sobre o pai e à descoberta de mais familiares, dando-lhe até mesmo uma herança literária como um presente que cai como uma luva. É o aval para que Gabriel possa se dedicar mais ainda à família que pretende ter. Temos também uma maior interação de Gabriel com sua família adotiva, e esta dinâmica é muito boa, afinal Richard aparece mais vezes, sempre com suas assertivas dispostas ao melhor dos filhos, que tem principalmente o amor incondicional pela falecida esposa Grace como inspiração e inesgotável suporte para toda a família: um espelho que Gabriel pretende seguir, e consegue. Também acompanhamos mais sobre Rachel e o casamento com Aaron, e seu novo dilema – sem solução aqui. Será que estes personagens que tanto nos cativaram ganharão seu próprio livro?

Um vislumbre do futuro nunca é o suficiente, e tão rápido quanto iniciei a leitura, cheguei ao capítulo final já com saudades de meus personagens imperfeitos, traumatizados, instáveis e machucados que olham juntos na mesa direção e tentam com todas as forças serem melhores: senão por eles, mas pelo amor que dedicam um ao outro.  Tal sentimento é tão tangível quanto inspirador. Obrigada, Sylvain Reynard, por este sonho.

Finalizando, o casal Emerson propicia ao leitor uma inesquecível interpretação acerca do real sentido do ‘dar e receber, perdoar e ser perdoado’ parafraseando São Francisco de Assis, grande ícone referencial por toda a trilogia. Recomendo sempre!

 Trilogia Inferno de Gabriel:
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Comentários
3 Comentários

3 comentários:

  1. Essa é um trilogia que quero muito ler, desde que vi o lançamento do primeiro livro. Como ainda não li os dois primeiros, tenho muito pouco a falar sobre esse livro. Mas gostei da resenha e os três, estão na minha lista de desejados.

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  2. Não li nenhum livro da trilogia, não me interessou muito. Mas fiquei surpresa sim de um autor homem escrever um livro assim, tãaao quente como parece que ele é. Li alguns trechos e realmente pensei que era uma mulher escrevendo, não sei se é pelo fato de estarmos acostumados a ver mulheres escrevendo esse tipo de romance, mas que é diferente é rs

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  3. Eu amei os dois primeiros livros,espcialmente o incio do segundo. Pra mim, a autora poderia ter parado no 2º livro,ficou perfeito. Estava com medo de ler o terceiro e me decepcionar, mas pelo que li em sua resenha,meu medo é infundadop. Fiquei feliz de saber que alguns pontos soltos nos livros anteriores foram fechados.
    parabéns pela resenha.
    bjs

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