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Victoria Aveyard - A Rainha Vermelha

Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.


Título original: Red Queen
Ano de publicação: 2015
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 424
Nota: 4/5

“A Rainha Vermelha”, da autora Victoria Aveyard, foi lançado recentemente no Brasil pela Editora Seguinte. O livro é o primeiro da Série de mesmo nome e, como a sinopse já aponta, tem como protagonista a personagem Mare Barrow. O livro é uma distopia e se passa num futuro em que a raça humana é divida pelo sangue: de um lado temos os prateados, que é o pessoal com dons extraordinários, força e beleza invejável e por causa disso domina a sociedade; do outro lado existem os vermelhos que são a “ralé” da sociedade e, devido a isso, vivem na pobreza e servem apenas para serem submissos aos prateados.

Mare Barrow nasceu nesse mundo e de sangue vermelho, por isso é pobre e sofrida. Ela está para completar dezoitos anos, o que no seu mundo significa que a pessoa já é adulta e pronta para se sacrificar pelos prateados. E como? Na sociedade de Mare só existe duas opções para os vermelhos: os sortudos que chegam à idade de dezoito anos com um emprego tem o que melhor se pode ter nesse mundo, a oportunidade de viver; já os que não têm a sorte de encontrar um trabalho - que é bem escasso - são obrigados a virarem soldados e partir para o exército já que dois reinos de prateados vivem em constante guerra.

Por mais que não queira esse destino, Mare meio que já o aceitou, pois, pelo menos sua irmã mais nova, Gisa, e seu melhor amigo, Kilorn, possuem um emprego e não terão o mesmo destino que ela e seus irmãos mais velhos. Porém, tudo muda quando o chefe de Kilorn morre sem terminar o treinamento do garoto, este que está preste a completar dezoito anos. Sem uma forma de se sustentar, agora ele terá que partir para o Exército. Não querendo que o amigo siga por esse caminho, Mare decide dar um jeito de tirá-los desse destino, mas para isso terá que ter muito dinheiro para pagar uma fuga. E é essa necessidade que a leva a tentar roubar os prateados em uma das suas belas e ricas cidades.

Em Summerton acontece uma revolta que faz com que Mare seja obrigada a se esconder e ela acaba esbarrando em um belo garoto, Cal. Esse encontro gera uma oportunidade única na vida da garota que consegue um emprego no Palácio da família real como empregada. Seu destino muda completamente nesse novo cenário, principalmente porque no dia em que o Príncipe tem que escolher uma noiva Mare descobre que tem poderes extremamente surpreendentes. Mas como uma vermelha pode ter dons destinados exclusivamente aos prateados? Ela não sabe e desperta a curiosidade e fúria do rei e, principalmente, da rainha.

Agora Mare vive em meio ao luxo, porém se antes vivia com medo do que o exercito reservava, agora tem a certeza de que estaria mais segura lá do que rodeado de prateados que farão de tudo para submetê-la aos seus caprichos até se livrarem completamente dela.

“A Rainha Vermelha” é daqueles livros cheios de ação que deixa o leitor bem ligado aos acontecimentos. Confesso que não sou muito fã de distopia e evito ao máximo a leitura de livros assim, pois não tenho paciência para esse lance meio futurístico que sempre tem guerra, mais guerra e guerra. Já repararam que sempre acabam sendo bem parecido? Um grupo que luta contra outro, sendo que um é inferior e o outro sempre comanda até que um pessoal do outro grupo resolve se revoltar e acabar com a dominação sobre si. Claro que a mocinha sempre é do grupo inferior e, na maioria das vezes, o mocinho pertence à outra facção.

Apesar de esse livro seguir a mesma linha, confesso que gostei. A Mare é uma personagem interessante que corre atrás dos seus objetivos, porém mais da metade para o final do livro senti que ela ficou meio bocó e daquelas personagens bobinhas que se passa a perna. Ela caiu muito fácil em algumas situações que estava na cara que era armado, porém era necessário ela dar um passo em falso para que a história continuasse em um segundo livro. Já Cal é daqueles personagens apaixonantes, o típico príncipe encantado, e torci por ele e Mare. Kilorn aparece pouco ganhando só destaque no início do livro, por isso não criei uma ligação com o personagem. Sinceramente, odeio a maioria dos prateados, principalmente a rainha que é uma víbora. Detestei a personagem e não vejo a hora da vilã se dá mal. Outro personagem que ganha destaque é o Príncipe Maven e foi um dos personagens que também não criei simpatia, pois ele não me trazia boas vibrações.

Esse é um livro cheio de ação e aventura, então se preparem para muito sangue e mortes. Tem um romance fofo de fundo, mas a história é basicamente centrada na luta entre prateados e uma facção de vermelhos que querem acabar com o reinado dos “deuses”. Claro que Mare é uma figura importante nessa luta, pois ela é uma vermelha poderosa que pode ser benéfica para ambos os lados.

A história é boa e pretendo seguir a série. Espero não me decepcionar.

Série A Rainha Vermelha:
01 - A Rainha Vermelha (Red Queen)
02 - Glass Sword

Mais informações:
  



Site da autora: http://victoriaaveyard.com/

Comentários
10 Comentários

10 comentários:

  1. Oi Lu, eu tenho muito interesse nesta série, mas não vou ler no momento, pois estou preferindo esperar a continuação sair antes.
    Bjs, Rose.

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  2. Estou louca para ler esse livro e para começar amei essa capa. Adoro fantasia e saber que o livro nos traz tantas emoções, aumentou ainda mais minha vontade para ler. Eu achei muito interessante também, o modo como a autora demonstrou essa divisão de classes, pela cor do sangue. E a protagonista é o tipo de personagem que eu gosto, que surpreende.
    Abçs!!

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  3. Ja li e recomendo, muito bom esse livro!

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  4. Concordo com vc plenamente, esses livros de distopias sempre acabam tendo o mesmo pano de fundo portanto só lê ou se interessa por livros assim quem quer arriscar e ler algo diferente ou quem já é completamente apaixonado pelo gênero (assim como eu rsrrs) apesar disso ainda acho que esse livro se distancia um pouco das outras distopias e trás sim algumas coisas novas e por isso merece ser lido.

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  5. Estou muito curiosa com esse livro desde que foi lançado. Primeiro eu admito que a capa foi o que mais me chamou a atenção inicialmente, ela está um show a parte, mas depois ao ler a sinopse a trama me interessou bastante.
    De fato, como disse, distopia é um gênero em que os livros possuem uma base pré-estabelecida, assim como diversos outros gêneros, mas ainda sim me interessa bastante, principalmente ver como cada autor divide a sociedade em que a trama ocorre. Nesse caso a divisão pelo sangue foi algo que achei bem legal, mesmo que aparente ser mais simplório por um olhar superficial.
    A ação parece estar presente em boa parte do livro e quero muito conferir toda essa teia de intrigas e armações para atingir o poder que cerca Mare. Espero que os outros livros da série surpreendam e superem a qualidade deste.
    Abraços

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  6. E totalmente inovador este livro e a segregação através da cor do sangue e interessante a vida da personagem Mare muda quando se descobre com poderes dos prateados e isso a leva a uma reviravolta inesperada estou empolgado pra ler este livro.

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  7. Olá. Já li e ouvi falar muito desse livro e tenho muita vontade de lê-lo, pois gosto de histórias nessa linha. Gostei do romance não ser o centro da trama e sim o jogo pelo poder, penso que é um diferencial da obra. Também gostei da Mare, uma personagem forte. Ansiosa para ler!!!!!!!

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  8. Apesar do livro em questão ter um ótimo título e uma sinopse que faz o leitor ficar extremamente instigado a ler o desenvolvimento deixa muito a desejar. A ideia em si da história que se desenvolve enfadonhamente e previsivelmente é muito boa,É uma leitura que com certeza vale a pena.

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  9. Quero muito ler essa história. Distopias estão na minha lista de leituras preferidas, porque tem mais ação que romance, via de regra, e tem sempre a questão do mundo no futuro destruído/desvastado e considero que não estamos mais longe dessa possibilidade.

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