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Adi Alsaid - Perdidos Por Aí

Perdidos por aíSinopse: Quatro jovens ao redor do país têm apenas uma coisa em comum: uma garota chamada Leila. Ela entra na vida de cada um com seu carro absurdamente vermelho no momento em que eles mais precisam de alguém. Entre eles está Hudson, mecânico em uma cidadezinha, que está disposto a jogar fora seus sonhos de amor verdadeiro. E Bree, uma garota que fugiu de casa e curte todas as terças-feiras — além de algumas transgressões ao longo do caminho. Elliot acredita em finais felizes... até sua vida sair totalmente do script. Enquanto isso, Sonia pensa que, quando perdeu o namorado, também perdeu a capacidade de amar.
Hudson, Bree, Elliot e Sonia encontram uma amiga em Leila. E, quando ela vai embora, a vida de cada um deles está transformada para sempre. Mas é durante sua própria jornada de quase sete mil quilômetros através do país que Leila descobre a verdade mais importante: às vezes, aquilo de que você mais precisa está exatamente no ponto onde começou. E talvez a única maneira de encontrar o que você está procurando seja se perder ao longo do caminho.

Nome original: Let’s Get Lost
Ano de publicação: 2015
Editora: Verus
Número de Páginas: 294
Nota: 4/5

“Perdidos Por Aí” é um dos novos lançamentos da Editora Verus. O livro é do autor Adi Alsaid – sim! Um autor. Confesso que só descobri que era um autor depois que terminei o livro, mas tenho a desculpa de que realmente associei o nome “Adi” ao gênero feminino. Voltado ao livro... eu não conhecia nada sobre ele, mas gostei da sinopse e li com bastante curiosidade. A sinopse, aliás, me foi meio suspeita, pois fiquei com o pé atrás sobre a viagem da menina e se teria alguma coisa a ver com uma despedida deste mundo, ou seja, será que ela estava doente e iria morrer no final do livro? Não é nada disso (não considero spoiler, afinal era algo da minha cabeça).

O livro tem como foco cinco jovens adultos, todos por volta de dezessete a dezoito anos. Hudson, Bree, Elliot e Sonia não se conhecem e nem irão se conhecer, mas esses quatro jovens têm suas vidas ligadas por uma mesma pessoa: Leila. Ela é uma jovem de dezessete anos que sai da sua cidade em direção ao norte dos Estados Unidos com o intuito de ver a Aurora Boreau. Nessa sua viagem Leila conhece essas quatro pessoas e tem uma importante participação em suas vidas.

A história é narrada do ponto de vista de cada personagem, sendo que ficamos sabendo sobre suas vidas e a presença de Leila nelas. A primeira narrativa fica a cargo de Hudson, um jovem que está prestes a ter a entrevista mais importante da sua vida para conseguir uma bolsa de estudos integral para o curso de medicina. Leila chega a sua vida, na pequena cidade de Vicksburg (Mississippi), um dia antes da entrevista. Hudson trabalha nas horas vagas como mecânico junto ao pai e tem o prazer de conhecer a maravilhosa Leila quando essa leva seu carro para ser consertado. Os dois logo se aproximam e ele a leva para conhecer a pequena cidade que tanto ama. Porém, acontecimentos fazem com que os dois se desentendam e Leila parte, novamente, em sua viagem rumo ao Norte.

Na segunda narrativa conhecemos Bree, uma jovem livre que fugiu de casa quando seus pais morreram, deixando sua irmã. Ela diz a Leila que partiu de casa porque não aguentava mais o jeito que sua irmã reagia, como se ela não sofresse com a morte dos pais e não ligasse para Bree. A meu ver essa é a personagem mais chata, pois ela é inconsequente sem motivos. Leila entra em sua vida para ajudá-la a se livrar de uma boa confusão e também para perceber que nem tudo é o que parece. Além disso, que conversar pode ser a solução para vários problemas.

Na terceira narrativa conhecemos Elliot, um recém-formado do ensino médio que ama filmes, principalmente dos anos 80. Ele é atropelado por Leila por está andando bêbado no meio da rua e sabe por quê? Por causa de um coração partido. Elliot sempre foi apaixonado pela sua melhor amiga, Maribel, mas sempre foi reticente em se declarar. Como ama filmes de jovens, resolve se declarar para ela no dia do baile de formatura acreditando que ficariam juntos e felizes para sempre; típico de filme adolescente. Porém, as coisas não acontecem do jeito que ele imaginava e ele não ouve o que gostaria. Leila após atropelá-lo resolve sacudir o jovem e levá-lo a conquistar sua garota. Os dois então parte na noite na cidade de Elliot a procura de Maribel para que ele possa finalmente conquistar a garota que ele ama e ter um momento digno de cinema.

Na quarta narrativa conhecemos Sonia, uma jovem que há um ano perdeu seu amado namorado para uma doença que ninguém imaginava que ele tivesse. Ela ainda sofre pela perda de Sam, mas ela encontrou um novo amor: Jeremiah, o irmão do noivo da irmã de Sam. Sonia e Jeremiah se conheceram em uma dos coquetéis na casa dos pais de Sam, claro que tempos depois do falecimento do mesmo. Eles logo se conectaram e se envolveram, mas tudo em segredo. Sonia não quer contar a família de Sam – que ela ama como se fosse a própria e ela gostaria disso – que seguiu a vida, pois tem medo deles a afastarem. Jeremiah realmente a ama e não quer mais esconder a situação, então em uma das discussões sobre isso é que Sonia acaba conhecendo Leila e embarcando em uma aventura alucinante para entregar as alianças dos noivos no Canadá. Com direito a tentar entrar ilegalmente no país (Sonia perdeu seu passaporte).

Por último somos levados finalmente a uma narrativa feita por Leila, à garota que sem querer acabou modificando a vida de quatro jovens. Ela chega ao seu destino para finalmente ver a Aurora Boreau e tentar obter aquilo que ela mais deseja. Em meio àquele cenário, Leila vai descobrindo mais sobre si e o que realmente deseja, algo que talvez esteja onde tudo começou.

“Perdidos Por Aí” foi uma grata surpresa, um livro com histórias simples, mas bem contadas e que prende a atenção do início ao fim. Foi bem bacana ter cinco narradores e terem suas histórias contadas, em que cada um tem um objetivo, uma história e uma vida diferente. São personagens que não tem nada em comum, mas que são adolescentes e têm sonhos. Gostei de cada um deles, apesar de que achei Bree chatinha. No entanto, confesso que amei mais a história de Elliot e sua vontade enorme de transformar aquele momento em romance digno de cinema. Torci muito por Leila e Hudson e para que o destino fizesse com que se reencontrassem.

Nós ficamos sabendo no final do livro o que levou Leila a querer fazer essa viagem, sobre sua vida e suas escolhas. Confesso que fiquei surpresa com o final e sobre a Leila. Realmente não imaginava nada sobre sua história, porém achei muito fofa e triste. Ela é uma personagem maravilhosa que ajuda os outros sem querer nada em troca. Não mede esforços para que os “novos” amigos realizem seus desejos ou, pelo menos, o que é melhor para eles. Nessas viagens ela acumula várias lembranças, algo da qual ela realmente necessita e deseja.

Esse é um daqueles livros que você compra/pede de presente porque acredita que a história será legal. Contudo, se surpreende demais com a leitura a ponto de ter certeza que valeu muito a pena o tempo gasto com ele. Super recomendo!

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Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Oi Lu, tudo bem? Então, pela sinopse eu estava esperando algo bem parecido com Cidades de Papel, não sei por quê. Quando terminei de ler sua resenha fiquei com vontade de ler! A real é que adoro esse estilo de narrativas alternadas, e também gosto de finais mais profundos do que o esperado. Vou colocar na minha lista pra 2016! Beijos!

    Olhei no Rodapé

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