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Jeffery Deaver - O Colecionador de Peles

O Colecionador de Peles
Sinopse: Um novo serial killer espreita pelas ruas de Nova York com sua mente doentia e perturbada. Conhecido como O Colecionador de Peles, ele é um tatuador que arrasta as vítimas para o subterrâneo da cidade, onde pode realizar sua arte sem ser interrompido. O problema é que, para criar suas obras-primas, em vez de tinta, ele desenha com venenos letais, causando mortes lentas e dolorosas.
Convocados para a investigação, o detetive Lincoln Rhyme e sua parceira Amelia Sachs têm apenas as mensagens criptografadas gravadas na pele das vítimas como ponto de partida. Enquanto tenta descobrir o significado das tatuagens, a dupla segue por um caminho tortuoso em que nada é o que parece ser, e precisa correr contra o tempo para decifrar as pistas que encontram, antes que O Colecionador de Peles faça sua próxima vítima.

Nome Original: The Skin Collector
Ano de publicação: 2015
Editora: Record
Número de Páginas: 490
Nota: 4,5/5

“O Colecionador de Peles” foi lançado recentemente no Brasil pela Editora Record. Para quem não sabe, o autor, Jeffery Deaver, também é o responsável pelo livro “O Colecionador de Ossos”. Eu nunca li o livro e vários de vocês também não devem ter lido, mas creio que reconhecem a história por causa do filme “O Colecionador de Ossos”, aquele que tinha a Angelina Jolie e o Denzel Washington como protagonistas. Então!, eu gostei muito do filme e, como praticamente sempre o livro é melhor, por causa disso fiquei animada com esse lançamento.

Os protagonistas de “O Colecionador de Peles” são os mesmos do seu antecessor. Lincoln Rhyme é um ex-agente da polícia que devido a um acidente acabou tetraplégico e, consequentemente, abandou a carreira. Porém, devido a sua grande inteligência continua trabalhando como consultor para a polícia. Sua parceira continua sendo Amelia Sachs, que além de ser uma ótima investigadora também é “os olhos” de Rhyme nas cenas dos crimes.

Neste livro temos um serial killer fascinado pela pele, esta que ele tem o prazer de tatuar com veneno. Ele começa uma série de assassinatos em Nova York, sempre tatuando suas vítimas de forma sublime (um verdadeiro artista) em forma de uma palavra; uma mensagem para a polícia. Claro que o caso intriga e desperta o interesse de Rhyme e Amelia juntamente com sua equipe. Por isso, ele embarca com afinco nesse caso e passa a tentar entender e antecipar os planos do assassino.

O serial killer da vez é tão bom quanto o do outro caso de Rhyme. Não deixa digitais, nenhuma pista além da mensagem tatuadas nas vítimas e cujos venenos mortíferos são produzidos pelo próprio assassino. Ele parece atacar pessoas aleatórias, mas sempre utilizando porões para tatuá-las e matá-las.
Enquanto lida com o caso, Rhyme segue algumas pistas sobre seu antigo caso em busca de um possível comparsa do serial killer. Já Amelia lida com os recentes planos de Pam e seu namorado Seth, que pretendem viajarem por algum tempo e abandonarem suas vidas na cidade (Para quem não leu o livro anterior ou não se lembra, Pam é a menina que Rhyme e Amelia salvaram e que hoje têm 19 anos). A detetive não tem nada contra o rapaz, mas contra os planos do jovem casal que está junto apenas um ano.

Uma coisa interessante do livro é que o serial killer têm capítulos destinados a mostrar seus pensamentos e assassinatos. O autor também deixa claro o nome dele e como age, porém, apesar da identificação, não sabemos realmente se ele está próximo ou distante dos protagonistas. Será alguém que eles já conheceram? Alguém por quem já passaram ou conversaram? Muitas dúvidas e poucas respostas no decorrer do livro. Várias coisas são citadas sobre a vida dele também, então ficamos nos perguntando o que fez o seu lado "serial killer" finalmente despertar. Vamos realmente saber sobre Billy (assassino) só no final do livro e quem é a "Garota Adorável" na qual ele sempre pensa.

Perguntou-se se poderia aprender o suficiente para dopar alguém, abrir-lhe o peito, tatuar um desenho ou palavras no próprio coração e costurar a vítima de novo. Vivendo assim com o órgão modificado.
Qual seria o desenho?
Uma cruz.
As palavras: 
A Lei da Pele.
Talvez: 
Billy + Garota Adorável Para sempre.
(pag. 22/23)

“O Colecionador de Peles” é um livro muito bom e bem desenvolvido. Realmente fiquei agarrada ao livro até descobrir quem realmente era o serial killer, pois sei que as coisas nem sempre são o que aparecem, então, com certeza, Billy não era uma figura desconhecida. Algumas coisas, porém, não me agradaram: achei que algumas partes eram muito descritivas e chegava a ser meio entediante. Outra coisa que me incomodou é que achei Rhyme e Amelia muitas vezes lentos em entender certas coisas, como a mensagem (uma única palavra) deixada como pista pela vítima. A primeira coisa que eu pensaria era em já ficar de olho naquele certo livro, pois sempre tem a ver com ele. Ok, não sou detetive, mas seu eu fosse iria, com toda certeza, procurar pistas naquele certo “livro”.

O livro é bom e vale muito a pena. Já quero muito ler “O Colecionador de Ossos”, até mesmo para entender certas coisas que são citadas no “O Colecionador de Peles”. Vale a pena a leitura, então corra e adquira seu livro.
P.s: poderiam fazer um filme desse livro também. 


Mais informações:
  
Autor site: http://www.jefferydeaver.com
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