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Hunter Fitzpatrick - Minha Vida Mora ao Lado

Minha Vida Mora ao LadoSinopse: “Minha mãe nunca ficou sabendo de uma coisa, algo que ela reprovaria radicalmente: eu observava os Garrett. O tempo todo.”
Os Garrett são tudo que os Reed não são. Barulhentos, caóticos e afetuosos. São de verdade. E, todos os dias, de seu cantinho no telhado, Samantha sonha ser uma deles, ser da família. Até que, numa noite de verão, Jase Garrett vai até lá e... Quanto mais os adolescentes se aproximam, mais real esse amor genuíno vai se tornando. Contudo, precisam aprender a lidar com as estranhezas e maravilhas do primeiro amor. A família de Jase acolhe Samantha, apesar dela ter que esconder o namorado da própria mãe. Até que algo terrível acontece, o mundo de Samantha desmorona e ela é repentinamente forçada a tomar uma decisão quase impossível, porém definitiva. A qual família recorrer? Ou, quem sabe, Sam já é madura o bastante para assumir suas próprias escolhas? Será que está pronta para abraçar a vida e encarar desafios?
Quem você estaria disposto a sacrificar pela coisa certa a se fazer? O que você estaria disposto a sacrificar pela verdade?

Nome original: My Life Next Door
Ano de publicação: 2015
Editora: Valentina
Número de Páginas: 320
Nota: 4/5

“Minha Vida Mora ao Lado” é o primeiro livro publicado da Hunter Fitzpatrick no Brasil e também que leio. Posso dizer que não fiquei decepcionada com a história. O livro foi lançado recentemente por nossas bandas pela Editora Valentina e possui uma capa que, a meu ver, ficou bem mais interessante do que a original. A história é daquela ao estilo Sessão da Tarde, ou seja, ótima para passar o tempo, mas que não têm grandes acontecimentos.

Samantha é a personagem principal da história, uma garota de 17 anos que nunca deu trabalho, ou seja, uma garota exemplar. Sua família, mãe e irmã, nunca foi unida, é mais daquelas de manter uma aparência civilizada e educada para sociedade, até porque a matriarca é envolvida com a política. Samantha tem um segredo: passa horas dos seus dias admirando escondida a família vizinha, os Garrett. Eles são escandalosos aos montes, extremantes felizes e amorosos; uma verdadeira família. Confesso que adorei os Garrett, porém vejo os tantos de filhos (são oito no total) como uma loucura, até porque eles não são ricos. E vamos ser sinceros, nos Estados Unidos estudar em uma boa instituição é extremamente difícil e o custo de vida é bem caro, então sustentar oito filhos e ajudar nas suas educações e algo complicado.

A mãe de Sam nunca permitiu que ela e Tracy, sua irmã, se misturassem com os Garrett. Porém Sam não consegue afastar os olhos dos vizinhos, compostos pelo Sr. e Sra. Garrett e seus oito filhos, Joel, Alice, Jase, Andy, Duff, Harry, George e Patsy. Então um dia ela é surpreendida por Jase, o Garrett de dezessete anos e meio, e se ver fazendo parte da bagunça que é uma família. Claro que o amor surge entre Sam e Jase, pois eles se compreendem e se completam.

No decorrer da história vamos acompanhando o desenvolver do relacionamento dos dois, principalmente na parte sexual. É muito bonito de ver um romance tão fofo entre eles, as conversas que eles têm, essas que são bem maduras para dois adolescentes. Também vamos apaixonando-nos cada vez mais pelos Garrett, que é realmente aquele tipo de família que todos querem: unida e em que todos fazem tudo um pelos outros. Ao passo que me apaixonava pelos Garrett, ficava cada vez mais com raiva da mãe de Sam, principalmente porque ela arrumou um namorado que estava envolvido com sua campanha política e queria viver simplesmente de aparências. Ela realmente não estava nem aí para o que acontecia a Sam.

Enquanto lia e chegava próxima as últimas páginas, achava realmente que o draminha da história ficaria por conta do relacionamento não aceito de Sam e Jase pela mãe dela. No entanto, eis que acontece “aquela” situação imprevista para dá um up na história e faz com que Samantha tenha que escolher entre sua família de sangue ou sua família de coração. Sofri junto com ela e torci que ela escolhesse os Garrett e não só porque eles eram sua verdadeira família, mas porque ela o certo a se fazer.

Outro personagem que se destaca no livro é Tim, irmão gêmeo da melhor amiga de Sam (com uma amiga dessa Sam nem precisava de inimiga). Ele é extremamente complicado, louco e irresponsável. Confesso que no começo o achava o inútil e que se encontrava numa situação de declínio simplesmente por não valorizar o que tinha. Claro que continuo achando isso, contudo ele muda um pouco para melhor quando passa a ficar mais perto dos Garrett. Acho que ele só precisava de uma família que o compreendesse e não fosse como a de Sam: a perfeita para a sociedade, mas que entre quatro paredes não tinha nada de perfeição.

“Minha Vida Mora ao Lado” não é uma leitura que te fará falar: “-nossa, essa é a melhor história que já li”. Entretanto, é sim uma ótima história que te fará analisar o verdadeiro significado de família. Vale a pena!

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